Conheça 5 usos da tecnologia no esporte
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Conheça 5 usos da tecnologia no esporte

Escrito por Unisport Brasil
Os avanços tecnológicos presentes no mundo inteiro e espalhados por diferentes profissões são inevitáveis e estão cada vez mais comuns nas atividades físicas competitivas. O objetivo do uso do esporte e tecnologia em conjunto é garantir facilidades que aumentem o rendimento dos atletas a fim de alcançar melhores resultados no dia a dia.

Para aqueles que trabalham na área esportiva, é imprescindível acompanhar de perto essas mudanças e estar preparado para utilizar todos os benefícios que elas podem trazer ao atleta e à equipe.

Mas, afinal, quais são essas tecnologias? Para te ajudar a conhecê-las a fundo, criamos este post em que apresentaremos 8 formas de usar a tecnologia no esporte. Preparado? Então, vamos lá!

1. Calçados e roupas especiais

Sabemos que usar uniformes adequados para a prática esportiva não é novidade, sendo um costume adotado há muitos anos e em diferentes modalidades. O grande diferencial é que, com o desenvolvimento tecnológico, as vestimentas tornaram-se cada vez mais específicas e apropriadas para cada atleta, levando em consideração o formato do corpo e esporte que pratica.

Com a ajuda de softwares e scanners em 3D, é possível desenvolver tênis e roupas sob medida, que se encaixam perfeitamente à geometria e ao comportamento cinético de cada um. Além disso, os tecidos das roupas podem ser adaptados a temperaturas altas ou baixas, gerando mais conforto durante as atividades.

Outro detalhe importante envolvendo a vestimenta dos atletas é a fricção de pele. Elas podem ser analisadas por programas de computadores, o que permite que roupas aerodinâmicas sejam desenvolvidas. No ciclismo, por exemplo, 90% das forças produzidas são para combater o vento e esses pequenos pontos fazem a diferença no final.

2. Material esportivo

Além da vestimenta de uso individual de cada jogador, o material esportivo também vem sendo beneficiado com a tecnologia. A bola, artefato conhecido por todos, deixou de receber costuras nos gomos e deu lugar a ligações térmicas entre eles, tornando-a mais veloz e fluente.

A prancha de surfe, que em sua maioria era produzida em poliuretano, pode ser encontrada também em resina de epóxi. No caso desse esporte, cada material é destinado a algum tipo de condição em que o mar pode se encontrar. Além disso, a técnica e o porte físico do surfista também contam. O importante é que, com a tecnologia, há a opção de escolher o material que proporciona um desempenho melhor.

As chuteiras de futebol, que até a década de 90 eram pretas e feitas do mesmo material, ganharam pesos e larguras variáveis, solados e materiais diferenciados e apoio para o calcanhar para aqueles que necessitam essa função.

Como podemos ver, em poucos exemplos citados, a união entre esporte e tecnologia é muito importante no desenvolvimento do material de jogo, que permite que as modalidades evoluam cada vez mais.

3. Vestimenta de acompanhamento

Muitas pessoas, quando assistem ao final de uma partida de futebol e veem os jogadores já sem as camisas de seus clubes ou seleções, enquanto dão entrevistas à beira do gramado, perguntam-se o que são os tops e coletes que grande parte deles está usando. Bem, essas vestimentas são artefatos que possuem muitas funções. Uma delas é resfriar e aquecer o corpo, conforme o momento e a necessidade, visto que tanto a hiper quanto a hipotermia trazem riscos à saúde.

Além disso, elas servem para monitorar a movimentação dos atletas. Em alguns casos, as cintas presas abaixo do peitoral servem para medir o desempenho cardíaco durante um determinado período a fim de garantir a saúde durante as práticas esportivas.

4. Análise de desempenho

A avaliação de desempenho talvez seja um dos maiores diferenciais entre tantas novidades trazidas nos últimos tempos. A performance dos atletas atualmente já pode ser medida por meio de um software e todo o trabalho é possível devido a captações digitais de imagens nos mínimos detalhes.

A captação das informações

O primeiro passo para conseguir realizá-la é separar as áreas que serão analisadas, já que as câmeras ficam estáticas durante todo o tempo. Os dados são gerados a partir da movimentação dos atletas, da bola, ou de qualquer material que seja utilizado durante o jogo e esteja pronto para participar do estudo.

A análise é possível por meio de marcações e do uso de pequenas filmadoras que trabalham em conjunto para que nenhum dado seja perdido. O item principal, que é a bola (no caso do futebol, basquete, vôlei e handebol) recebe uma programação para que seja reconhecida parada ou em movimento.

Em outros esportes, como o tênis, o artefato principal da análise passa a ser a raquete, e assim por diante. Através do software e da correta programação realizada nele, o analista consegue obter todos os dados que desejar.

No caso do futebol, por exemplo, é possível obter o número de passes certos e errados, o aproveitamento do chute, a quantidade de bolas finalizadas, o tempo de posse de bola, a distância percorrida, a velocidade de aceleração e a área mais ocupada do campo.

A quantificação dos dados

A quantificação dos dados é o segundo momento da análise de desempenho e é realizada após toda a coleta. Nela, é possível gerar gráficos e planilhas que servirão como fonte de informações para os treinadores e atletas.

É possível planilhar toda a dinâmica de comportamento do time em campo, observar qual formação combinada teve o melhor rendimento, em quais períodos do jogo a equipe é mais produtiva, entre diversas outras funções. Imagine só que, com o uso dessa nova tecnologia, o adversário também pode ser analisado, o que permite que uma boa estratégia possa ser elaborada com base nos dados obtidos.

Além disso, já existem aplicativos, como o Ubersense, que permitem que a análise das gravações seja feita em tempo real. As informações obtidas dão origem a feedbacks em questão de segundos, além de comparações com o desempenho de outros atletas. E o melhor: tudo isso pode ser acessado em um tablet ou celular.

5. Tecnologia no esporte por meio de aplicativos

iniciação esportiva e a atividade física não profissional também podem ser beneficiadas com as tecnologias no esporte. Nestes casos, os principais aliados ao profissional de educação física são os aplicativos para celulares. Embora não haja todo o desenvolvimento tecnológico previsto nos softwares, é possível, ainda assim, fazer uso de muitos dados para melhorar a performance.

Existem aplicativos de cinemetria que medem a biomecânica do movimento humano. A postura e o desempenho físico também são possíveis de analisar por meio de apps qualificados. Inovações através de dados estatísticos ou materiais esportivos são aliadas ao esporte. As equipes e os atletas devem estar cada vez mais atentos às novidades disponíveis no mercado para se aprimorar no ramo.

6. Assistência ao árbitro

Fazer a arbitragem de um jogo nem sempre é uma tarefa simples e imparcial. Por isso, já estão sendo implementados novos sistemas para avaliar a arbitragem de diversos esportes, tais como o tênis, rugby, cricket, baseball, entre outros. No futuro, é possível que os programas fiquem totalmente responsáveis por esse trabalho.

Lembra daquele software que analisa o desempenho do atleta e oferece dados importantes? Então, também já existem programas que funcionam da mesma forma, mas utilizados na arbitragem. Eles que processam rapidamente os vídeos dos jogos de vôlei, basquete e futebol, oferecendo estatística, bem como pontos, passes errados, entre diversas outras informações para deixar as partidas muito mais justas.

7. Nanotecnologia

A nanotecnologia é o tipo de descoberta que promete trazer muitas mudanças em diversos ramos. Os materiais reativos são desenvolvidos a partir desse conhecimento e garantem benefícios quando a questão é prática esportiva.

Nos Estados Unidos, os pesquisadores da Universidade de Delaware já estão trabalhando em um projeto que promete tecidos de nanopartículas que se enrijecem quando há algum tipo de impacto.

Dessa maneira, os produtos desenvolvidos com essa tecnologia são capazes de prevenir lesõesque costumam ser comuns na vida dos atletas, seja ao ser atingido por uma bola, seja ao fazer um movimento inadequado que possa acarretar em ferimentos.

Mas vai além disso — a Speedo também recebeu auxílio da NASA para criar tecidos feitos de nanopartículas e que permitem que maiôs e sungas tenham melhor aderência ao corpo e redução do atrito ao nadar, além de serem capazes de absorver uma quantia reduzida de água devido à menor espessura dos fios. Tudo isso faz com que o desempenho do nadador seja melhor.

8. Robótica

É evidente que o uso da robótica será cada vez mais comum e necessário em diversos ramos. E, é claro, quando se fala em esporte e tecnologia, ninguém quer ficar de fora dessa. Considerando que os robôs podem ser criados para desempenhar diversas funções, por que não aplicar esse conhecimento na vida de treinadores e atletas?

E é isso que tem sido desenvolvido a cada dia mais por engenheiros. Um bom exemplo disso é o TrainerBot, um robô que executa os movimentos de algumas modalidades como golfe e tênis. Assim, é possível que atletas utilizem a tecnologia para inovar seus treinos.

A utilização de roupas especiais, da análise de desempenho dos atletas, de materiais de ponta e de todas as opções positivas que atrelam esporte e tecnologia pode ser o fator determinante para que um time ou atleta se consagre vencedor frente a outro. Por isso, essas aplicações ainda estão em processo de análise, mas, com toda certeza, devem revolucionar a área futuramente.

E aí, curtiu ficar por dentro das tecnologias que estão surgindo na área esportiva? Então, não deixe de compartilhar este artigo com seus amigos nas redes sociais para que eles também dominem o assunto!

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