Dos livros ao gramado: entenda a filosofia do esporte na prática
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Dos livros ao gramado: entenda a filosofia do esporte na prática

Escrito por Unisport Brasil

Filosofia e esporte são disciplinas que caminham juntas. Enquanto a 1ª foca em assuntos relativos à existência, ao conhecimento, aos valores morais e éticos, à mente e à linguagem, o esporte permite a interação entre pessoas por meio dos jogos, o desenvolvimento de habilidades corporais e a manifestação da liberdade em forma de ação concreta.

A expressão “mente sã, corpo são” sintetiza muito bem essa relação entre uma mente saudável (filosofia) e corpo saudável (esporte). Ambas as disciplinas dizem respeito ao desenvolvimento do ser humano, envolvem o bem-estar físico e mental e interferem na forma do homem pensar e agir.

Ficou interessado no assunto? Então acompanhe os tópicos a seguir e conheça melhor a filosofia do esporte:

A psicologia no esporte

Cada vez mais a psicologia esportiva vem sendo utilizada para potencializar o rendimento dos atletas. Na década de 1980, essa ciência era uma novidade; já nos anos 1990, integrava as atividades além das quadras, como a musculação, a nutrição e a fisioterapia.

Expoentes do esporte, de uma forma consciente ou não, aplicavam a psicologia esportiva tanto antes como durante seus treinos e competições:

  • Ayrton Senna, por exemplo, chegava a dormir no cockpit de seu veículo antes da corrida, visualizando todo o trajeto que tanto havia praticado. Ele se consagrou como um dos maiores pilotos de fórmula 1 de todos os tempos;
  • durante as partidas, a jogadora de basquete Hortência também conquistou notoriedade por todo um ritual que aplicava antes de cada arremesso. Ela foi uma das maiores atletas da categoria;
  • já Boris Becker deitava no vestiário antes de entrar na quadra e revisava mentalmente todas as jogadas e técnicas que havia treinado para a partida. Becker foi um dos maiores jogadores de tênis que já existiu e um dos mais jovens campeões no esporte.

A psicologia dogmática

A psicologia tem contado com grande aceitação e credibilidade, tanto no universo esportivo como fora dele. Mas é comum que, quando algo se separa muito de sua natureza tradicional com o intuito de enriquecê-la, o que acaba acontecendo é o distanciamento natural da sua essência original.

E, nos dias atuais, com a proliferação de livros de autoajuda, a psicologia muitas vezes contradiz seu propósito e atua, senão contra o ser humano, em direção diversa à sua natureza.

Uma das evidências dessa afirmação é a criação de dogmas psicológicos em revistas, livros e programas televisivos. Por exemplo:

  • como ser feliz em 10 lições;
  • 12 passos para o sucesso;
  • um guia completo para conciliar vida pessoal e profissional.

Esse tipo de material tem contribuído para o rebaixamento da psicologia, em muitos casos, a quase a uma seita. Afinal, é uma parametrização que atua como um atentado à natureza racional do ser humano, contra sua ferramenta básica e absoluta para o conhecimento do mundo e de si próprio.

A filosofia enquanto essência

Como alternativa a essa crise da psicologia, nasce a demanda de um estudo integrador, dotado de um sistema de ideias aberto. Ou seja, uma forma de ver o mundo sem verdades absolutas, que leve o ser às escolhas que agregam valor e que potencializam os seus melhores atributos.

Essa alternativa é o estudo da filosofia. Um sistema filosófico oferece a visão integrada da existência e consiste em uma abordagem de pensamentos que visa a integração da pessoa enquanto indivíduo único e que se relaciona com os demais.

A filosofia do esporte

Tanto a filosofia como a prática esportiva precisam andar juntas. Por exemplo: ser um pensador não significa ser inerte. Uma pessoa consciente de tudo o que está ao seu redor não é uma pessoa estagnada.

A inatividade é oriunda exatamente do fato de não ser capaz de sentir-se bem, quando alguma coisa incomoda a tal ponto de ofuscar o brilho de outras alternativas, quando a falta de um pensamento consciente frustra qualquer iniciativa.

Já o lugar de trabalho é onde o ser humano passa grande parte de sua existência, e, exatamente por isso, precisa se sentir bem. Quer dizer que não basta exercer uma atividade, se mantendo em movimento, é preciso que haja satisfação no exercício das funções.

Essa satisfação, evidentemente, está ligada à capacidade de realizar um trabalho no qual a pessoa se sinta devidamente motivada, no qual consiga desenvolver boas relações interpessoais e que não sinta qualquer tipo de dissabor.

Ao mesmo tempo, é importante que proporcione um bem-estar no aspecto físico. Isso exige um ambiente adequado em relação à disposição do espaço, em relação à ergonomia e, é claro, também no que concerne às condições físicas.

A filosofia do esporte como agente de mudança

Desse modo, se conclui que a filosofia e o esporte são áreas que se complementam, pois uma não pode exercer o seu máximo potencial sem a outra. Como já foi mencionado, “mente sã, corpo são”.

O esporte é um grande promotor da cidadania, sobretudo, no mundo profissional, quando oferece a noção de igualdade, quando estimula a noção de respeito, de convivência e harmonia que leva homens e mulheres a não perderem uma das mais importantes noções sociais, que é a confraternização.

Infelizmente, essa palavra vem perdendo seu sentido cada vez mais. Confraternizar significa estar com os fraternos, congregar com os irmãos. E, atualmente, muitos homens e mulheres visualizam no outro um adversário, quando, na verdade, deveria existir uma filosofia completamente diferente.

O esporte, ao contrário, apresenta uma dinâmica de comunhão, ainda que seja sério é alegre e divertido. É o exercício de se relacionar em harmonia, respeitando as diferenças entre os participantes e obedecendo às mesmas regras.

Isso torna os indivíduos mais conscientes e coautores de um mundo mais fraterno. Esse processo, consequentemente, aumenta a qualidade de vida e o bem-estar de todos os que o rodeiam. Por exemplo: um garoto que rompe toda a barreira social, saindo de uma comunidade na periferia e se torna um jogador de futebol profissional, é um grande exemplo de como a filosofia do esporte opera.

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