Enciclopédia: conheça as curiosidades sobre a história do vôlei
Vôlei

Enciclopédia: conheça as curiosidades sobre a história do vôlei

Escrito por Unisport Brasil
O voleibol é um esporte que todo brasileiro conhece bem, tanto que ele está em segundo lugar na lista dos esportes mais praticados em nosso país. E não é à toa: o Brasil é referência mundial quando se trata do vôlei. São muitas vitórias, e todas conquistadas a partir de muito esforço, superação e garra.

Venha conosco conhecer um pouco mais sobre a história do vôlei e ver algumas dicas para ser um bom treinador. Vamos apresentar também os ensinamentos de uma pessoa muito importante no esporte. Acompanhe!

A história do vôlei no Brasil e no mundo

O vôlei foi inventado em fevereiro de 1895, por um americano chamado William George Morgan. Trata-se de um esporte pensado para evitar contato físico entre os adversários, a fim de diminuir o número de lesões.

Inicialmente, foi chamado de mintonette e era jogado com uma câmara de ar — retirada de uma bola de basquete. Com a popularidade aumentando, foi sendo chamado de volleyball e ficou consolidado com esse nome.

Com o tempo, depois de diversos esforços e a difusão internacional da modalidade, em 1947 foi criada uma importante instituição do vôlei: a FIVB (Federação Internacional de Voleibol). Em 1949, ocorreu o primeiro campeonato mundial do esporte na cidade de Praga, na antiga Tchecoslováquia. Enfim, no ano de 1964, ele apareceu pela primeira vez em uma Olimpíada (Tóquio) e, desde então, faz parte da lista de jogos olímpicos.

O vôlei no Brasil

Ainda em 1910, aconteceram os primeiros registros da prática do voleibol em terras brasileiras — no colégio Marista (Recife) e na ACM (São Paulo). Contudo, foi apenas na década de 80 que o esporte se tornou popular. Ele foi se desenvolvendo até chegar no que conhecemos hoje, o que envolve as modalidades de vôlei de quadra e de praia ou areia.

Em 16 de agosto de 1954, nasceu a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que se tornou a responsável pela gestão do esporte no país (antes da Confederação Brasileira de Desportos, CBD). Com mais de meio século de atuação, ela transformou o país em uma referência mundial dentro das quadras, além de ser referência para a área de gestão fora delas.

O Brasil teve um desempenho no vôlei que nenhum time no mundo jamais alcançou. Com suas equipes masculina e feminina, esse esporte despertou paixões e levou muitos meninos e meninas a sonharem com suas trajetórias nas quadras.

Nossa seleção masculina teve sua primeira formação na década de 50 e conta com muitas vitórias, sendo considerada pela federação internacional como a melhor do mundo. Muitas vezes, o time feminino de vôlei de quadra também é classificado como o melhor do globo.

Entre os principais números do vôlei no Brasil até 2012, podemos destacar:

  • 657 competições;
  • 792 pódios;
  • 360 medalhas de ouro;
  • 220 medalhas de prata;
  • 200 medalhas de bronze.

Os melhores do voleibol no século XX

No ano de 2000, a FIVB fez uma votação para premiar os melhores do voleibol do século XX.  Veja os contemplados pela votação:

  • jogadores — Karch Kiraly e Regla Torres;
  • equipes — Seleção Italiana Masculina (1990-98) e Seleção Japonesa Feminina (1960-1965);
  • técnicos — Yasutaka Matsudaira (Seleção Japonesa Masculina, 1964-1974) e Eugênio George (Seleção Cubana Feminina, 1990-2000).

Curiosidades sobre o vôlei

Curiosidade 1

Vicente Pinheiro de Carvalho, o Vicentão, jogador do time brasileiro na década de 50, criou um saque conhecido como “Jornada nas Estrelas”. É um saque por baixo, em que a bola alcança uma altura que pode chegar a 25 metros e desce em uma linha quase reta ao campo adversário. Por alcançar altitudes tão grandes, a bola é momentaneamente camuflada pela luz, de forma que não é vista e se torna mais difícil saber onde vai cair. Foi muito usado e se tornou popular com outro jogador, Bernard, na década de 80. Contudo, nos dias de hoje, não é mais utilizado.

Curiosidade 2

Um jogador de vôlei pode dar, em média, 80 saltos em uma única partida. E esse número ainda pode chegar a 100!

Curiosidade 3

Houve uma época em que foi criada uma regra que impedia que o jogo fosse parado para a secagem da quadra. Os jogadores deveriam levar toalhinhas na parte de trás dos calções para fazerem, eles mesmos, a limpeza. Mas ela não está mais em vigor — ainda bem!

Curiosidade 4

Na década de 80, houve destaque para um jogador na seleção brasileira de vôlei: Antônio Carlos Moreno. Ele jogou 366 jogos em 21 anos. Entre os torneios dos quais participou, foram quatro Jogos Pan-Americanos, sete Campeonatos Sul-Americanos, além de cinco Olimpíadas e quatro Campeonatos Mundiais.

Curiosidade 5

O ex-treinador da seleção brasileira, Bebeto, era uma pessoa bem supersticiosa: em um jogo na Holanda, em 1998, sua calça rasgou na parte de trás devido a um prego. Mas, a partir do momento do rasgo, o Brasil passou a ser o time vencedor. Então, nos jogos seguintes, ele usou aquela mesma calça até que o Brasil sofreu uma derrota depois de quatro partidas.

Os principais jogadores da história do esporte

Agora, veja alguns jogadores que se destacaram no vôlei, tanto masculino quanto feminino, ao longo do tempo (em ordem alfabética).

Ana Moser

A gaúcha é considerada uma das maiores atacantes da história do vôlei no Brasil. Atuava na seleção que trouxe a primeira medalha olímpica para o país no voleibol feminino. Nessa mesma equipe, disputou três Jogos Olímpicos, além de ser medalhista em Copa do Mundo, Campeonato Mundial, Jogos Pan-Americanos e Copa dos Campeões. Já foi capitã da seleção principal e obteve títulos muito importantes, como o bicampeonato no Mundial de Clubes e o tricampeonato no Grand Prix.

Antonin Rouzier

Um dos jogadores mais experientes da França, está entre os melhores do mundo na sua função como oposto. No seu repertório de conquistas, tem a Liga dos Campeões (2012 e 2013) e títulos como melhor atacante (Superliga Francesa de 2011), maior pontuador (Campeonato Europeu de 2009), melhor oposto (Pré-olímpico Mundial) e melhor atacante (Liga Mundial de 2016).

Bartosz Kurek

Filho de ex-jogador (Adam Kurek), ele já cresceu com o vôlei nas veias. Seu saque é de extrema potência, e seu salto pode atingir quase 4 metros no ataque e 3,30 no bloqueio! Entre diversos títulos, tanto individuais quanto coletivos, destacam-se: maior pontuador (Liga Mundial de Voleibol de 2012), melhor saque e ataque (Campeonato Europeu de 2011) e melhor ataque (Liga dos Campeões da Europa de 2011 e 2012).

Bernard

Um dos maiores nomes do voleibol brasileiro, Bernard Rajzman tem diversas condecorações, entre elas, estar no Hall da Fama do Vôlei. Como mencionado, ele popularizou o saque “Jornada nas Estrelas” (inspirado na série de TV com mesmo nome que passava na década de 60), o qual é caracterizado por ser uma jogada adaptada do vôlei de praia. Entre os seus maiores destaques se encontram: campeão sul-americano (1973, 1975, 1977, 1981, 1983 e 1987), medalha de prata (Olimpíadas de 1984), medalha de ouro (Jogos Pan-Americanos de 1983) e vice-campeão mundial de vôlei (1983).

Bruno Mossa

Também com o vôlei no sangue, já que é filho de outros gigantes do vôlei — Bernardinho e Vera Mossa (ex-jogadora) —, Bruninho não fica atrás de outros grandes nomes na história do vôlei. Entre os diversos títulos que conquistou estão: Olimpíadas de 2016, Campeonato Sul-Americano de Voleibol Masculino (2007, 2009, 2011 e 2013), Copa dos Campeões de Voleibol Masculino (2009 e 2013), e muitos outros.

Dante Amaral

Dante Guimarães Santos do Amaral entrou no mundo do esporte primeiro pela natação. Porém, depois de começar a praticar vôlei em sua escola, surgiu como uma grande promessa na modalidade, logo após o campeonato mundial de 1998. Estreou oficialmente na seleção brasileira em 1999, aos 19 anos. Entre seus principais títulos estão: Jogos Pan-Americanos de 2007 e 2003, Campeonato Sul-Americano (1999, 2001, 2003, 2005 e 2006), Olimpíadas de 2004 e Liga Mundial (2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2010).

Fernanda Garay

Também conhecida apenas como Fê Garay, é a ponteira de camisa 16 da seleção brasileira. Junto com a seleção, conquistou o Grand Prix (2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016), a Copa dos Campeões (2013), as Olimpíadas (Londres, 2012), os Jogos Pan-Americanos (Guadalajara, 2011), o Campeonato Sul-americano (2013) e muitos outros títulos.

Fernanda Venturini

De acordo com a FIVB, é a única brasileira entre as quatro melhores jogadoras de vôlei do século XX. Com a seleção, conquistou diversos títulos, como o Grand Prix (1994, 1996 e 2004) e o título de campeã brasileira (12 vezes!). Atuou como levantadora e é uma das maiores referências de vôlei da história.

Giba

Gilberto Amauri Godoy Filho é, com certeza, um dos maiores nomes do vôlei de todos os tempos — tanto em nível nacional quanto internacional. Atacante de ponta, conquistou diversos títulos muito importantes com a seleção brasileira, desde categorias de base à principal. Entre eles, foram oito medalhas de ouro na Liga Mundial, ouro olímpico em 2004 e prata em 2008 e 2012, tricampeão mundial e muito mais. Aposentou-se da carreira há poucos anos.

Jaqueline

Atuando como ponteira-passadora, Jaqueline Maria Pereira de Carvalho Endres, ou apenas Jaqueline, conquistou diversos títulos com a seleção brasileira: Jogos Olímpicos de Verão (2008 e 2012), Campeonato Sul-Americano de Voleibol Feminino (2005 e 2011), Grand Prix de Voleibol (2005, 2006 e 2008) e muitos outros. Seu forte em quesito de jogo é o fundo de quadra — ou seja, a excelência quando o assunto é recepção e defesa.

Karch Kiraly

Charles Frederick Kiraly é um ex-jogador dos Estados Unidos e único da modalidade — tanto masculino quanto feminino — a ganhar medalha de ouro olímpica nas quadras e na praia. Entre os fãs do esporte — e entre os próprios jogadores — é considerado o melhor jogador de todos os tempos. No ano 2000, foi eleito o Melhor Jogador de Voleibol do Século XX pela Federação Internacional de Voleibol.

Lucarelli

Atuando como ponteiro, Ricardo Lucarelli Santos de Souza, mesmo muito jovem, conquistou seu espaço entre os gigantes do vôlei. Entre os títulos com a seleção estão: campeão dos Jogos Olímpicos (2016), campeão da Copa dos Campeões (2013), campeão do Campeonato Sul-Americano de Voleibol Masculino (2013) e muitos outros.

Lucas Saatkamp

Conhecido pelo apelido de Lucão, joga no meio de rede pelo Sesi-SP e pela Seleção Brasileira. Entre as diversas conquistas com a seleção, podemos destacar: Copa dos Campeões (2009 e 2013), Campeonato Mundial (2010), Liga Mundial (2009 e 2010), Olimpíadas (ouro em 2016 e prata em 2012) e muitas outras.

Márcia Fu

Márcia Regina Cunha, ou só Márcia Fu, é ex-jogadora e atuou como atacante de meio e ponta. Ela fez parte da primeira geração do time feminino brasileiro de vôlei, ajudando a trazer diversas conquistas e atenção internacional para a equipe, além de obter a primeira medalha olímpica do voleibol feminino indoor e outros títulos importantes.

Paula Pequeno

Sendo ponteira-passadora tanto em clubes quanto pela seleção, Paula Renata Marques Pequeno conquistou o título de melhor jogadora de voleibol feminino do mundo duas vezes (2005 e 2008). Irmã e filha de jogadores, cresceu com o esporte e se tornou esse grande nome na história do vôlei. São diversos títulos com a seleção, entre os quais estão: campeã das Olimpíadas de Londres (2012), Campeã da Copa Pan-Americana de Voleibol Feminino (2011), campeã dos Jogos Pan-Americanos (2011), campeã do Grand Prix (2005 e 2008), entre outros.

Ricardinho

Ricardo Bermudez Garcia atua como levantador e já foi capitão da seleção brasileira de vôlei masculino. Atualmente, é jogador e presidente da Equipe Ziober Maringá Vôlei. Entre alguns de seus títulos estão: campeão do Campeonato Sul-Americano (1997, 1999, 2001 e 2003), campeão da Copa América (1998, 1999, 2001 e 2003) e muitos outros.

Serginho

Sérgio Dutra Santos, mais comumente chamado de Serginho ou Escadinha, é um ex-jogador que atuou como líbero e o único a conseguir o título de jogador mais precioso (MVP) nessa posição — na Liga Mundial de 2009. Bicampeão em Olimpíadas (Atenas, 2004 e Rio de Janeiro, 2016 — seu último jogo), foi o único brasileiro a disputar quatro finais olímpicas consecutivas.

Giovane Gávio

Atualmente treinador, Giovane é bicampeão olímpico (1992 e 2004), ganhou um Campeonato Mundial (2002) e quatro edições da Liga Mundial de Vôlei (1993, 2001, 2003 e 2004), além de duas Copas do Mundo (1992 e 2003) e seis Sul-Americanos (1989, 1991, 1993, 1995, 2001 e 2003). Também já se aventurou no vôlei de praia, junto com Tande, entre 1997 e 2000.

Sheilla Tavares

Atuando como oposto tanto em times quanto na seleção, também é considerada uma das maiores jogadoras de voleibol de todos os tempos, segundo especialistas. Além de ser uma das atletas mais vitoriosas da história do esporte brasileiro, suas capacidades técnicas levam-na a ser referência mundial no esporte. Alguns de seus títulos: Grand Prix de Voleibol (2005, 2006, 2008, 2009, 2013, 2014 e 2016), Copa dos Campeões de Vôlei (2005 e 2013) e Copa Pan-Americana (2006, 2009 e 2011).

Wallace de Souza

Jogando como oposto, Wallace é um dos grandes nomes da seleção brasileira atualmente. Foi campeão nos Jogos Pan-Americanos de 2011, prata nas Olimpíadas (Londres, 2012) e extremamente importante para o ouro nas Olimpíadas do Rio (2016).

Os segredos para ser um bom treinador de vôlei

Quando você é um treinador, sabe como é necessário ter um plano de carreira e dominar totalmente as questões técnicas e táticas. Mas esses não são os únicos pontos que um bom treinador deve saber. Vai além disso.

Lidar com pessoas, exercer uma boa influência, passar todos os seus ensinamentos. Ser um bom treinador requer trabalho árduo e diário, tanto quanto o exercício de um jogador para conseguir alcançar seu melhor desempenho.

Nesse sentido, para você que não sabe por onde começar, aqui estão alguns segredos que podem ajudá-lo a ser um bom treinador de vôlei.

Confie no seu time e faça com que ele confie em você

Você deve ter consciência de um fato: um treinador de vôlei é um líder. Isso significa que sua equipe confia no seu trabalho e se inspira em você. Assim, é preciso construir essa confiança nas suas ações do dia a dia, inspirando os jogadores com seus conhecimentos e motivações.

Essa ligação promoverá um clima no qual eles não vão ignorar seus ensinamentos. Com isso, você poderá orientá-los com todo seu empenho e ter a certeza de que eles vão receber bem todas as instruções. Confiança, claro, é algo que se ganha com o tempo. Em seu papel de líder, você deve sempre promovê-la.

Saiba como impactar a vida do seu time

Como treinador, você vai influenciar as pessoas com seus ensinamentos e saberes. Por isso, é necessário passar valores como ética, respeito e companheirismo, principalmente quando se trata de times iniciantes.

Lembre-se de que você está trabalhando com times, que precisam se respeitar como indivíduos. Assim sendo, é preciso que você vá além do simples treino técnico, ensinando-os sobre questões e princípios vitais para o sucesso da equipe.

Deixe sua equipe conhecer suas expectativas, mas sem ser autoritário

Os atletas devem saber que você se empenha em passar as melhores técnicas e o melhor do que sabe. Da mesma maneira, você sempre espera o melhor deles. A fim de alcançar os objetivos, eles precisam entender sua autoridade em campo, o que é importante para todos.

Como falamos, você deve se preparar para uma boa liderança, sabendo estimular os jogadores de forma ética, sem cobrar demasiadamente deles, a fim de evitar ultrapassar o limite entre ter autoridade e ser autoritário. Caso contrário, o clima dentro da equipe poderá ficar instável, prejudicando os resultados como um todo.

Lembre-se de que pensar o treinamento de acordo com sua equipe também é essencial

Nenhuma equipe é igual. Isso porque os próprios jogadores são diferentes entre si. Habilidades diversas, pontos positivos e negativos individuais, compleição física e potenciais lesões que um apresenta e os demais colegas não, entre outros. Isso demanda um esforço por parte do treinador para pensar em atividades individualizadas e, ao mesmo tempo, coletivas.

Assim, é necessário ter atenção para projetar exercícios individuais — de modo a melhorar qualidades e estimular o crescimento do jogador em si — e coletivos — visando aumentar o rendimento do time e a cooperação.

Conheça cada jogador

Como inspirar, estimular e realizar treinamentos específicos se você não compreende seus jogadores? Como criar laços de confiança e amizade se não dedica um tempo para conhecê-los mais a fundo, entendendo o que os motiva, o que os conduziu até o vôlei e quais são seus anseios, expectativas e medos?

É importante dedicar um tempo para conhecer cada um deles e estimular uma maior aproximação entre os membros da equipe. Isso vai criar um vínculo entre você e eles, e entre eles mesmos. O esporte é feito para diversão, mas, muito além disso, passa ensinamentos e cria amizades.

Vá além do próprio time

Principalmente para equipes profissionais, é importante ter consciência de que a parte psicológica afeta consideravelmente o rendimento dos jogadores individualmente e da equipe como um todo. Assim, é preciso que o treinador vá até aqueles que são o “lugar seguro” dos jogadores.

Peça ajuda dos familiares, de conhecidos e da comunidade para darem apoio à sua equipe. Com esse estímulo externo, a motivação do seu time, com certeza, aumentará. E, com isso, a determinação e a disciplina também se ampliarão. As vitórias serão consequências!

Não privilegie um jogador em detrimento de outros

Cada jogador tem suas peculiaridades. Alguns rendem mais do que outros, tendo um maior talento naquele momento ou gerando resultados mais positivos do que os demais colegas, destacando-se no time.

Mesmo que um jogue melhor ou tenha mais talento, ele não deve ser tratado de maneira diferente. Afinal, é o time como um todo que vai jogar e não um jogador apenas. Lembre-se: é uma equipe. O rendimento de uma única pessoa não será o suficiente para conduzi-los ao sucesso. Todos fazem parte disso juntos.

Aja como um líder

Um líder não é aquele que manda nos seus subordinados, mas sim aquele que caminha junto com os que coordena, a fim de conduzi-los para o sucesso. É assim que você deve enxergar o processo como um todo. Isso inclui a própria evolução do treinador, colocando-se lado a lado com sua equipe.

Seja inspirador

O que os grandes treinadores, dos mais diferentes esportes, têm em comum? Eles são inspiradores. Suas ações, inclusive no dia a dia, são passíveis de admiração pelos jogadores que coordena. Isso faz com que eles admirem seus técnicos, que se apresentem dispostos a seguir seus comandos e estejam juntos para o que der e vier.

As principais lições que podemos aprender com Bernardinho

Bernardo Rocha de Rezende, o nosso querido Bernardinho, é uma pessoa de longa data na história do vôlei. Foi jogador e técnico do time feminino e masculino, nessa ordem, com mais de 32 títulos de extrema relevância para o nosso país com as duas seleções.

É reconhecido tanto pelo seu temperamento quanto pela qualidade dos seus times, além da gestão que faz com sua equipe. É uma pessoa que serve como inspiração e um grande líder.

Seus ensinamentos podem ser levados tanto para as quadras quanto para a vida. De toda essa inspiração, abaixo estão as principais lições que se pode absorver e levar para todos os momentos.

Determinação

O que faz alguém não desistir de algo, mesmo nos problemas, é a sua determinação. Mesmo que haja talento ou facilidades, o que garante que alguém siga em frente é o grau de vontade para chegar ao seu objetivo.

A falta de determinação pode fazer com que as pessoas mais brilhantes no que fazem não alcancem todo o seu potencial, seja por preguiça, seja por medo ou qualquer outro motivo. Manter-se firme em seu propósito faz com que esses tipos de barreiras sejam superadas, para chegar ao destino desejado.

Como treinador, Bernardinho nos ensina que é sua tarefa guiar a equipe, mostrar o objetivo e estimular a determinação de seus jogadores, em momentos de apoio, no treinamento diário ou com palavras enérgicas.

Disciplina

Quando somos mais novos e precisamos arrumar a cama, frequentemente surge a pergunta: “por que arrumar a cama se eu vou bagunçar de novo?”. Para isso, Bernardinho usa uma outra pergunta bem certeira: “se você não for capaz de realizar as pequenas tarefas do seu dia, o que será das grandes?”

Enquanto a determinação é o combustível, a disciplina é o automóvel. Ou seja, não adianta ter toda a energia para fazer algo, mas não conseguir regrar-se para fazê-lo. A disciplina é algo que se ganha com bastante esforço, no dia a dia, e um bom treinador deve mostrar esse caminho aos seus jogadores.

Valores

“É necessário criar uma causa para que todos abracem.” Essa é uma maneira de se pensar os valores de maneira mais concreta — um propósito que guie todos os membros do time para o mesmo caminho.

Mas, não é apenas necessário ter valores: eles precisam ser intransgressíveis. Afinal, do que vale uma regra se ela pode ser sempre quebrada por exceções? Como Bernardinho fala em outro momento: “em nossas pequenas transgressões, nós arrumamos justificativas”.

Essas justificativas serão apenas pedras no caminho que leva ao objetivo. Para trilhar um caminho firme e certo, é necessário ter valores que também sejam firmes e certos, guiando a todos de maneira igual.

Verdadeiro sucesso

Nem sempre o sucesso está atrelado à vitória, ou seja, ao resultado. Um time pode ter sucesso ao conseguir alcançar seu nível mais alto de rendimento, ter consistência em sua performance, conseguir os resultados que vêm de um esforço de longa data.

Nem sempre essas etapas são alcançadas logo de cara, na primeira partida. Falhar, ao contrário do que muitos pensam, é uma maneira de vencer, pois é errando que conseguimos aprender coisas novas, consertar defeitos e melhorar cada vez mais.

Por isso, manter o foco no resultado sem perder o processo que leva a ele é a chave para o verdadeiro sucesso. A vitória e o sucesso serão apenas o resultado dessa filosofia.

Exemplo

“Faça o que eu digo, mas não o que eu faço”, com certeza, é uma das maneiras mais erradas de se conduzir uma equipe. Ao ouvirem esse tipo de frase ou verem atitudes como essas, muitas pessoas não mostrarão o devido respeito.

Por isso, mantenha-se como um exemplo a seguir, tanto nas palavras quanto nas atitudes. Isso é necessário para que seu time veja sua firmeza e sua dedicação e se inspire em seus atos a fim de agir da mesma maneira.

Ser transparente, mostrar o esforço, manter-se focado, ser atencioso, ter disciplina, não se deixar abater com os primeiros problemas, esses são apenas alguns poucos exemplos de ações pelas quais você pode inspirar sua equipe.

É quase impossível não seguir os ensinamentos que o técnico Bernardinho tem a nos ensinar. Seja uma boa influência e deixe um marco de vitórias e alegria nos times pelos quais passar.

O vôlei possui uma vasta história e, dentro dela, muitas outras histórias de vida, vitória e superação. E o Brasil possui um lugar de destaque em todo esse período. Você, como treinador, aspirante a jogador ou amante do esporte, com certeza, sabe que essa modalidade traz em si esperança para muitas gerações.

Gostou de saber mais sobre a história do vôlei? Para ficar atualizado com mais publicações como esta, que auxiliam você a conhecer mais sobre os esportes e tornar-se expert no tema, assine nossa newsletter e receba nossos artigos diretamente no seu e-mail.

Quer se tornar um especialista da área esportiva?

Assine e receba tudo sobre treinamentos e as melhores práticas esportivas todo mês!

Sobre o autor

Unisport Brasil

2 comentários

Deixar comentário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Share This