Entenda mais sobre o método PSE — Percepção Subjetiva de Esforço
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Entenda mais sobre o método PSE — Percepção Subjetiva de Esforço

Escrito por Unisport Brasil

O controle da carga e da intensidade do treino é um dos fatores essenciais para a obtenção de uma boa performance de atletas e indivíduos que praticam atividades físicas, de uma maneira geral.

Nesse cenário, ganha destaque a metodologia de Percepção Subjetiva de Esforço — PSE. Trata-se de um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado em várias modalidades de exercícios, tanto aeróbios, quanto resistidos, como a musculação.

Essa espécie de controle envolve não somente as condições físicas e biológicas de um atleta, mas também os elementos psicológicos. Desse modo, torna-se possível individualizar os treinamentos e definir os melhores exercícios de preparação e recuperação.

Neste post, você vai entender o que é o método PSE e qual é a sua importância. Continue a leitura e saiba mais detalhes!

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A Percepção Subjetiva de Esforço

A PSE é uma metodologia criada por Carl Foster cuja função é manter o monitoramento do treino dos indivíduos que estão praticando exercícios físicos. Trata-se de uma estratégia que foi bem recepcionada pela medicina esportiva e pela comunidade científica.

Esse método consiste na integração entre a região do córtex sensorial e os sinais periféricos e centrais, que envolvem áreas como as articulações e os músculos. Nesse sentido, a PSE pode ser entendida como uma resposta psicofísica que é produzida pelo sistema nervoso central e provoca os impulsos neurais, provenientes da região do córtex motor.

Essa metodologia é baseada em questionários que são respondidos pelos atletas, com perguntas sobre o que ele achou do treinamento, quais sensações ele experimentou e qual o seu nível de cansaço, entre outras.

Assim, o atleta passa as informações conforme a sua percepção individual, levando em consideração a tabela CR-10 de Borg — ou seja, essa estratégia envolve o uso de uma escala que se baseia na sensação pessoal de fadiga e de intensidade do esforço sentida pelo atleta.

As principais vantagens dessa ferramenta são a economia, a sua alta aplicabilidade e usabilidade. Por meio da PSE, o médico ou o treinador físico conseguem avaliar a uniformidade e a dinâmica dos treinos — mediante o cálculo de uma média sobre as cargas utilizadas durante as sessões de treinamento, dividida pelo desvio padrão.

O funcionamento da escala de Borg

A Escala de Percepção Subjetiva de Esforço de Borg é um mecanismo muito útil para fiscalizar e analisar as características do exercício físico e do treino que estão sendo executados, bem como para avaliar as condições físicas e psicológicas dos atletas que estão sendo submetidos à avaliação.

Essa escala é utilizada para medir a percepção de esforço do atleta durante uma atividade física. Nesse sentido, o atleta deve contar como foram as suas sensações e sentimentos experimentados durante as atividades — stress físico e mental, esforço, respiração acelerada, dores, câimbras, fadiga, entre outros. O importante é se basear na sensação de esforço total.

A tabela de Borg apresenta uma numeração que costuma ir de 0 a 10. Nesse sentido, o número 0 significa o estado de repouso, onde há esforço mínimo do atleta. Por sua vez, o número 10 envolve o grau de valor máximo que corresponde ao momento de maior esforço do indivíduo.

Assim, o número da escala deve corresponder àquele que melhor descreve o seu grau de esforço. Essa avaliação proporciona uma noção maior sobre o nível de intensidade do treinamento ao qual o atleta foi submetido.

A partir dessa informação, é possível aprimorar a atividade física, executar novos movimentos e até mesmo acelerar ou reduzir a dinâmica do treino, caso assim seja necessário — o objetivo deve ser sempre otimizar o desempenho do atleta.

Nesse sentido, a carga de treinamento é calculada por meio da seguinte fórmula:

  • (resultado da PSE) X (duração do esforço em minutos)

Além disso, não custa mencionar que a PSE também pode ser associada com outras métricas e é expressa em cargas arbitrárias. Além disso, ela tem uma boa correlação com outros indicadores de intensidade — frequência cardíaca e consumo de oxigênio, por exemplo.

A importância da PSE para a análise de atletas

Muitos tipos de exercícios adotam a metodologia da Percepção Subjetiva de Esforço — as atividades aeróbias e resistidas são os maiores exemplos. Trata-se de um mecanismo para medir a intensidade e avaliar o grau de esforço que o atleta está sentindo em um determinado momento, além de indicar se a pessoa está apta para continuar o exercício, ou se entrou em estado de fadiga, por exemplo.

Além disso, o método da PSE é muito útil para identificar o rendimento dos atletas de maneira individual, e, então, fazer uma comparação com a média de toda a equipe, de forma coletiva.

Alguns especialistas afirmam que a grande monotonia durante os períodos de alta intensidade nas atividades contribui para o surgimento da síndrome de overreaching ou supertreinamento — causada pelo aumento do volume de treinos, que acaba trazendo uma diminuição da performance com o tempo.

Os fatores que influenciam na PSE

A PSE abrange o conjunto de informações psicológicas e fisiológicas interpretadas pelo Sistema Nervoso Central, servindo para definir o nível de sensação de esforço que uma pessoa obteve em um determinado momento.

Para isso, devem ser analisadas algumas alterações periféricas do corpo do atleta, como a frequência cardiovascular, o ritmo de respiração e o pH. Também existem outros fatores centrais que devem ser observados, como a temperatura corpórea, o fluxo sanguíneo, e o nível de dopamina e serotonina.

Além desses citados, existem uma série de fatores que podem ser sensíveis ao aumento da Percepção Subjetiva de Esforço. Um dos grandes pontos dessa discussão é se eles são determinantes ou se um conjunto de fatores se torna necessário para a construção da PSE.

Como você pôde perceber, a variável da Percepção Subjetiva de Esforço é uma metodologia bastante útil para analisar a sensação de força, vigor e potência com que o atleta desempenha a sua atividade e os seus treinos rotineiros. Nesse sentido, o ideal é avaliar essa noção de forma honesta e com o máximo possível de sinceridade.

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