Fique por dentro dos principais sistemas ofensivos no Handebol
Handebol

Fique por dentro dos principais sistemas ofensivos no Handebol

Escrito por Unisport Brasil

O handebol é um dos esportes coletivos mais dinâmicos dentro de quadra: em poucos segundos, uma estratégia de ataque preparada pode mudar toda uma partida. É por esse motivo que os treinadores apostam nos sistemas ofensivos no Handebol. Conhecê-los e saber aplicá-los no dia a dia da equipe é tarefa primordial na vida de um técnico profissional. 

Neste artigo, vamos abordar os sistemas ofensivos mais comuns nesse esporte. Continue a leitura!

O que é um sistema tático?

É a estrutura organizada pelo treinador para dispor os jogadores dentro de quadra; é a maneira como os atletas se posicionam para realizar uma jogada. No handebol e na maioria dos esportes coletivos, há basicamente dois sistemas: de defesa e de ataque. No caso do sistema de ataque, ele é dividido em três tipos:

  1. Ataque em circulação: os jogadores precisam manter-se em deslocamento o tempo todo; é um sistema de grande movimentação e repetidas trocas de posição dos atacantes, até que se alcance uma situação ideal para o arremesso; 
  2. Ataque posicionado: os jogadores possuem posição fixa em quadra, e a bola circula entre eles; cada jogador ocupa sua posição e o trabalho de passes deve criar um espaço para que o atacante consiga fazer o arremesso;
  3. Ataque combinado: mistura dos dois anteriores; alguns jogadores ocupam posições fixas e outros se movimentam pela quadra.

Quais os principais sistemas ofensivos no Handebol?

Sistema ofensivo 6×0

Um dos sistemas ofensivos mais comuns: os seis jogadores se posicionam em uma única linha e avançam para o ataque, trocando passes entre si. Os atletas devem ficar equidistantes, na mesma faixa de campo e ocupar toda área frontal. Nesse tipo de esquema, não há a posição de pivô. As jogadas são armadas fora da área de tiro livre, geralmente em penetrações laterais ou arremessos de longa distância.

Em algumas variações do 6×0, os jogadores se posicionam de forma aberta, possibilitando a colocação de um pivô móvel em determinadas ofensivas. No caso de uma jogada armada pela lateral, o ponta penetra o ataque pelo meio, ocupando a posição do pivô. O sistema 6×0 tem boa aplicação contra defesa nos sistemas 6×0, 5×1 e 3×3.

Sistema ofensivo 5×1

Aqui, cinco jogadores se posicionam diante da área de tiro livre e um jogador ocupa a posição de pivô, tentando se manter infiltrado no ataque adversário. Ele deve se deslocar próximo à linha dos seis metros, na área central, onde o ângulo de arremesso é favorecido (no caso desse esquema tático). 

Todos os atletas, menos o pivô, têm como objetivo armar as jogadas que serão finalizadas pelo jogador livre. Quem atua pelas extremidades (os pontas esquerda e direita) tem a função primordial de auxiliar o pivô, pois são nesses espaços da área que, geralmente, ocorrem aberturas na defesa e chances de arremessos efetivos.

Lembrando, é claro, que o técnico deve observar o sistema defensivo do outro time, para ajustar os pontos necessários ao longo da partida. O sistema 5×1 funciona bem contra esquemas de defesa do tipo 6×0, 4×2 e 3×3.

Sistema ofensivo 3×3

Três jogadores se posicionam em frente à linha de 9 metros do campo de defesa adversário (atuando como três armadores) e os outros três ocupam suas posições diante da linha de 6 metros (dois pontas e um pivô).

Geralmente, o sistema 3×3 é utilizado em exercícios e treinos de iniciação, pois é uma maneira prática de introduzir modelos ofensivos em uma equipe. As jogadas podem ser armadas pelos jogadores na linha de 9 metros, de preferência sendo finalizadas pelos pivôs. O objetivo é dificultar a troca de passes laterais e arremessos da segunda linha defensiva da equipe adversária.

Sistema ofensivo 2×4

Considerado uma variação do 3×3, o sistema ofensivo 2×4 pode contar com dois armadores (posicionados em frente à linha de 9 metros), dois pontas e dois pivôs (diante da linha de 6 metros). Nesse caso, se aumenta o número de finalizadores.

É importante ressaltar que ambos os atletas que ocupam essa posição devem estar preparados para desempenhar a função. Geralmente, o pivô demanda uma precisão técnica e ousadia maior dos jogadores.

Como introduzir o treino de sistemas ofensivos no Handebol?

Iniciação

Todo sistema ofensivo acaba por formar postos específicos dentro de um time. Na fase de iniciação, é ideal que o treinador evite pensar nas posições. Os jogadores, ainda em período de estudar o esporte, devem aprender a se deslocar dentro da quadra e buscar espaços vazios dentro da área adversária.

Ao estimular que eles joguem em posições específicas, o treinador acaba impedindo que esses atletas aprendam a se movimentar naturalmente e compreendam um pouco de cada uma delas. Uma introdução eficaz aos sistemas ofensivos no Handebol parte de uma visão geral e depois se encaminha para as especificidades de cada esquema tático.

Na iniciação, é inclusive importante para o desenvolvimento do jogador que não haja postos específicos. Assim, ele aprenderá “instintivamente” a se movimentar durante as partidas, sem se preocupar em ficar restrito a uma ou outra jogada.

Especialização

Quando se inicia o processo de especialização, os jogadores passam por novas etapas de aprendizagem. Nesse momento, o treinador pode começar a inserir os primeiros princípios defensivos em zona. Formar um esquema tático de defesa em zona significa que, a partir de agora, cada atleta é responsável pela defesa de uma determinada região dentro da quadra. 

Isso significa que, por exemplo, quando um atleta da outra equipe ataca, o jogador faz a marcação do adversário enquanto ele estiver dentro da zona de defesa. Ao se movimentar, o oponente passa a ser marcado por outro jogador. Por que isso é importante para o ataque? Porque introduzir sistemas de defesa traz consigo novas necessidades ofensivas. Tradicionalmente, os postos específicos de ataque se orientam de acordo com as zonas que a defesa cria.

Compreender os sistemas ofensivos no Handebol é fundamental na formação de qualquer treinador. E, ainda mais importante, é saber como adaptar os esquemas táticos ao potencial de cada atleta e às necessidades da equipe. Assim, é possível construir um time de sucesso e uma carreira promissora!

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