Guia completo de atividades da educação física
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Guia completo de atividades da educação física

Escrito por Unisport Brasil

Desde a infância, as atividades de educação física têm grande importância no desenvolvimento dos indivíduos. Além de despertar o gosto pelo esporte, os alunos também aprendem a conviver em grupo, trabalhar em equipe para atingir os seus objetivos, e ensinamentos sobre a inclusão social.

Cada esporte tem características diferentes, o que é fundamental para a evolução das habilidades motoras e psicológicas das crianças. Esse contato tem consequências no futuro, com profissionais mais éticos e dedicados, adultos mais pacientes e, quem sabe, a descoberta de novos atletas profissionais, ainda que esse não seja o principal objetivo.

Nesse sentido, o professor de educação física é o responsável por buscar os melhores resultados nas atividades e nos treinamentos. Planejar uma boa aula e incentivar o contato dos seus alunos com os exercícios são os diferenciais para incentivá-los para que desenvolvam as suas competências cognitivas e sociais.

Quer saber mais? Siga a leitura, pois preparamos um guia completo com diversas atividades para você colocar em prática nas suas aulas!

A importância da educação física

A prática de exercícios é fundamental em todos as fases da vida. No momento em que doenças como a obesidade estão em alta, ter uma rotina de atividades é uma maneira de manter o corpo em movimento e buscar uma qualidade de vida melhor. Por isso, a educação física é uma disciplina fundamental nas escolas.

Primeiro contato com o esporte

Esse é o primeiro contato que as crianças têm com o esporte. Mais do que um momento em que podem jogar futebol ou handebol, é nessas aulas que elas aprendem alguns ensinamentos importantes sobre o seu corpo e o convívio em sociedade, como respeito, solidariedade e trabalho em equipe.

O papel do professor é demonstrar para os seus alunos que a aula de educação física não é somente um momento de recreação, mas também de conhecimento. Mais do que a competição, essa atividade ensina a respeitar as características dos companheiros, o que diminui o preconceito.

Desenvolvimento motor

Um dos grandes benefícios é o desenvolvimento motor, que ocorre desde as aulas iniciais na escola. Desde os primeiros passos, os pais e, posteriormente, o professor devem estimular a movimentação e a superação dos desafios, para que o aluno possa realizar todo o seu potencial nas suas atividades futuras.

Além disso, ele não deve ser motivado a praticar esportes somente para ser atleta. As primeiras metas devem ser o contato com o grupo e o aprendizado de valores como cooperação e ganho de autoestima. Com o desenvolvimento das habilidades nas aulas, investir nessa carreira será uma consequência natural.

Benefícios para a saúde

Tendo em vista que a prática de atividades físicas traz variados benefícios para o corpo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos de exercícios vigorosos por semana. Esse estilo de vida garante o combate a problemas de pressão, cardíacos e AVCs, ou seja, educação física e saúde caminham juntas.

Estudos comprovam que os exercícios impactam também a saúde mental dos indivíduos. A depressão, que é conhecida como o “mal do século”, pode ser superada com o esporte, já que a liberação da endorfina e da serotonina causam bem-estar e melhora no humor. Outro fator é o convívio com as pessoas, que auxilia na abstração dos obstáculos.

Dicas para preparar as atividades de educação física

As aulas de educação física devem ser projetadas em conjunto, ou seja, ainda que elas sejam ministradas individualmente, é necessário definir um objetivo comum. Nesse sentido, é importante conhecer os alunos e os seus perfis, a fim de buscar atividades que tenham relação com a sua faixa etária e os seus gostos.

Outra dica é conversar com os alunos no primeiro contato, o que vale para as aulas nas escolas e para os treinos personalizados. Definir um planejamento em conjunto, com o questionamento sobre as metas individuais, cria um senso de participação — algo fundamental para motivá-los a praticar esportes.

Cabe ao educador físico ser dinâmico e encontrar atividades que mantenham os alunos interessados. Dessa forma, o planejamento é importante, mas não deve ser a única base para a escolha das aulas. Quando um exercício não estiver funcionando, o recomendado é mudar para uma atividade em que a adesão seja melhor.

Além dos esportes tradicionais, um segredo é trazer outros menos conhecidos para as crianças e adolescentes experimentarem. O vôlei sentado, por exemplo, é simples de ser preparado (basta colocar a rede na altura do chão e demarcar um espaço menor) e é uma ótima oportunidade para ensinar valores como respeito e inclusão.

As brincadeiras de rua também podem ter o seu espaço. Os famosos pega-pega e pique-esconde são ótimos para incentivar as crianças a se exercitarem e desenvolverem as habilidades motoras. Já a corda e o elástico estimulam o foco e a concentração para conseguir o maior número de repetições.

Para os adultos, é importante buscar uma rotina dinâmica de atividades, que lute contra a falta da motivação. Além dos exercícios padrões e da musculação, o professor pode ensinar movimentos de luta e fazer aulas específicas de natação e atletismo, o que é uma forma de queimar calorias com o aprendizado de novas técnicas.

3 atividades para a aula de natação

A natação é um esporte indicado para todas as idades, principalmente, pelos seus benefícios para o corpo. É comum que as crianças com problemas respiratórios sejam matriculadas, já que o nado proporciona o aprendizado de técnicas de inspiração e respiração, além de dilatar as vias respiratórias.

Para aqueles que têm problemas nas articulações ou estão acima do peso, as atividades de natação têm a vantagem de não ter impacto, mesmo com todo o gasto de calorias. Acima da água, o corpo fica mais leve, o que permite trabalhar todas as áreas sem exigir demais dos ombros e dos joelhos.

Confira alguns exercícios para você introduzir nas aulas de natação!

1. Atividades de respiração

Aprender a inspirar e expirar corretamente é fundamental para ter uma qualidade de vida melhor. Dentro da água, esse treinamento fica mais fácil, já que o aluno não consegue respirar submerso. Uma dica de exercício é inspirar completamente com a cabeça fora da água e soltar todo o ar com a cabeça dentro da água.

Para aumentar a dificuldade, é possível diminuir o tempo da inspiração e aumentar os segundos embaixo da água com a expiração. O ideal é que esse processo seja em conjunto com a movimentação dos braços e das pernas, para garantir uma respiração melhor e menor cansaço nas atividades cotidianas.

2. Aquecimento

O aquecimento é importante para todas as atividades físicas. Na natação, existem algumas possibilidades. A mais tradicional é a corrida em volta da piscina para esquentar os músculos e prevenir as lesões. Porém, o ritmo deve ser lento para evitar os escorregões no piso molhado, o que gera acidentes.

Esse exercício pode ser repetido dentro da água, como ocorre na hidroginástica. Outra opção é a batida de perna, em que o aluno segura uma prancha e percorre a piscina sem utilizar os braços. Para os adolescentes, a resistência da água é uma ótima forma de desenvolver os músculos e aumentar a força física.

3. Brincadeiras

Para estimular as crianças, as brincadeiras na água funcionam muito bem. O professor deve ensinar os movimentos básicos, mas o objetivo principal é que a aula seja divertida para aumentar a motivação. Algumas ideias são utilizar músicas e bolas para criar competições diferentes.

A movimentação na água exige mais esforço das crianças, o que é fundamental para ter uma noite completa de sono (com menos distrações). Além disso, a temperatura mais baixa da água cria um relaxamento natural — uma ótima saída para acalmar os alunos mais agitados.

4 ideias para o treino de handebol

O handebol é uma das modalidades esportivas mais praticadas nas escolas , principalmente, pelas meninas. Entre os seus benefícios, estão a melhora do condicionamento físico, por conta da agilidade das partidas, e a tomada de decisões, já que os jogadores não podem prender por muito tempo a bola e tocam com rapidez.

Para a iniciação no handebol, o primeiro passo é ensinar os fundamentos, ou seja, demonstrar como é o controle de bola, o manejo de corpo, a mecânica dos passes e os arremessos. Posteriormente, o professor deve ensinar as posições e as regras básicas, o que é suficiente para os alunos terem a sua primeira experiência no esporte.

Veja algumas atividades de educação física para você inserir nos treinos!

1. Mini-handebol

O mini-handebol é uma ótima atividade para as crianças ou para aqueles que nunca jogaram o handebol. As regras são parecidas (a diferença é que os jogadores não podem segurar a bola por mais do que cinco segundos), mas a disputa é em um terreno menor e com cinco para cada lado.

Outra diferença é que não há contagem no placar, o que privilegia a diversão em detrimento da competição. Durante a partida, o professor para os lances para explicar as regras e ensinar alguns movimentos do handebol — uma maneira mais leve para as crianças aprenderem os conceitos básicos.

2. Troca de passes

Esse é uma atividade utilizada pelos profissionais antes das partidas como aquecimento, mas que funciona bem para as crianças treinarem a sua pontaria e desenvolverem o trabalho em equipe. Divida a equipe em duplas e coloque uma em cada lado da quadra. O objetivo é trocar os passes sem deixar a bola cair.

3. Arremessos

Outra atividade simples que pode ser realizada por todos. Os alunos devem sair do meio-campo e quicar a bola até perto da área, onde realizam o arremesso para o gol. Isso pode ser feito com um goleiro, caso alguém se prontifique, ou com marcações perto das traves para treinar a mira.

4. Handebol lúdico

É possível criar variações do jogo para que os alunos desenvolvam a coordenação e o trabalho em equipe. Uma ideia é dividir a turma em dois grupos e mudar algumas regras, como não permitir o quique da bola, o que força uma troca de passes ágil e uma movimentação rápida.

Outra possibilidade é deixar um goleiro em cada linha com um arco. As equipes precisam trocar passes e alcançar o gol sem contato corporal, o que pode ser feito com mais de uma bola. Também há a opção de formar uma fila de arremessos no arco para estimular a precisão.

3 maneiras de desenvolver habilidades no futsal

Assim como o handebol, as atividades de futsal nas escolas são muito comuns no Brasil. Se o sonho de todo menino é ser jogador de futebol, é na quadra que ele tem o primeiro contato com a bola redonda e aprende os seus fundamentos. Isso facilita o planejamento de dinâmicas que motivam os alunos.

A iniciação no futsal é mais simples por ser um esporte mais difundido, mas é importante encontrar atividades que estimulem todo o grupo (sem excluir aqueles que não gostam ou têm menos habilidade). Com os treinamentos, o nível da turma aumenta e o grau de dificuldade também.

No final, o coletivo é a oportunidade para as pessoas colocarem em prática o que aprenderam na aula. Conheça algumas dicas de atividades nos tópicos abaixo!

1. Linha de passe

Essa é uma atividade muito comum nas escolas e ideal para turmas maiores. A dinâmica é simples: três jogadores na linha trocam passes fora da área e outro defende. Os jogadores só podem tocar uma vez na bola e devem fazer três gols para eliminar o goleiro.

Se alguém chutar e houver defesa sem rebote ou a bola entrar na área, essa pessoa é eliminada. Quem estiver na fila, sempre entra no gol. Essa é uma ótima atividade para desenvolver os passes e a precisão dos chutes.

2. Jogo dos 10 passes

Essa é a dica para nivelar o jogo e dificultar o sucesso dos mais habilidosos. Separe os alunos em dois grupos, com o objetivo de trocar 10 passes em sequência. A cada vez que isso ocorrer, a equipe marca um ponto. Se um dos adversários encostar na bola, a contagem recomeça.

Esse exercício explora a união das equipes, já que aqueles que têm mais conhecimento de futsal não podem driblar o tempo e precisam tocar para os companheiros. Além disso, os alunos desenvolvem a técnica de passe, de domínio e de tomar decisões rápidas para não sofrerem o desarme.

3. Ataque contra defesa

Uma partida convencional de futsal tem quatro jogadores de cada lado, além dos goleiros. Para incentivar o entendimento dos fundamentos, uma opção é colocar dois alunos no ataque e outros dois na defesa. O objetivo de uma das equipes é fazer o gol e a outra deve fazer o desarme ou dificultar a finalização.

Além da troca de passes, esse exercício trabalha os dribles e é um primeiro contato dos alunos com as táticas do esporte. Como os grupos são pequenos e a atividade é dinâmica, todos participam da mesma forma e podem jogar no ataque e na defesa.

4 dinâmicas para a prática do vôlei

Devido ao sucesso das equipes profissionais em nível mundial, o vôlei se transformou em um esporte muito praticado no país. Uma das suas grandes vantagens é que ele não tem contato entre os jogadores, o que diminui o risco de lesões e o torna mais amigável para quem não gosta de se exercitar.

Muitas das suas atividades são praticadas em grupo e podem ser contadas, o que as torna mais divertidas para as crianças e adolescentes. A iniciação no vôlei deve ser feita com os fundamentos individuais, como a manchete e o ataque. Depois, os alunos podem treinar os toques na bola para o outro lado da rede.

Separamos algumas opções de atividades para você ensinar. Confira!

1. Treinamento de saque

O saque é um dos fundamentos mais importantes do voleibol. O seu objetivo primário é colocar a bola em jogo, mas também é uma forma de pontuar ou complicar a recepção da outra equipe. Para a sua iniciação, separe a turma em duplas e as coloque na linha de três metros.

Enquanto um é o responsável pelo saque, o outro deve recepcionar de manchete. Os dois trocam de posição constantemente e não há contagem de pontos, ou seja, os alunos devem se preocupar em acertar o alvo. Depois de algumas aulas, o professor pode aumentar a distância até chegar à linha de fundo.

2. Manchete em duplas

Esse exercício também é realizado em duplas. Separe os dois alunos por alguns metros e peça para eles trocarem passes de manchete. O ideal é que eles tentem variar a altura da bola entre baixa, média e alta. Permita que eles contem o número de repetições para estimular a concentração.

3. Cortada em duplas

A dinâmica desse exercício é uma união das duas primeiras. Em duplas, os atletas treinam os principais fundamentos do jogo: cortada, manchete e toque. Um dos jogadores ataca a bola na direção do outro, que deve recepcionar de volta. Na sequência, quem cortou faz o levantamento e a movimentação é repetida.

É possível que os alunos tenham dificuldade no início, então, recomende ataques mais lentos e precisos. A intenção não é dificultar a defesa do companheiro, mas sim tentar replicar a dinâmica o maior número de vezes possível.

4. Altinho

Exercício conhecido nas praias brasileiras, o altinho é uma atividade praticada em conjunto. Os alunos devem passar a bola com os fundamentos do vôlei e mantê-la sem tocar o chão pelo maior número de repetições possíveis. Para aumentar a dificuldade, permita somente um toque por pessoa.

5 exercícios para as aulas de futebol

Entre as atividades de educação física ao ar livre, o futebol é naturalmente o mais conhecido. Paixão nacional, ele não é muito praticado nas escolas por falta de espaço, mas é versátil e não é preciso um campo oficial para desenvolver algumas de suas técnicas entre os alunos.

Para os adolescentes e adultos, é possível promover amistosos de 11 contra 11, mas, para as crianças, o mais recomendado é realizar pequenas atividades que estimulem o movimento e o aprendizado de forma mais divertida. Veja alguns exemplos abaixo!

1. Zigue-zague

Esse exercício parece simples, mas é efetivo no trabalho de condução de bola. Coloque alguns cones enfileirados no campo e peça para os alunos carregarem a bola em zigue-zague. Eles não devem encostar no cone e não podem pular a ordem, ou será necessário refazer a atividade.

2. Gol dentro da área

Nessa atividade, os alunos são divididos em dois times, mas não há goleiros e o tamanho do campo é menor. Os jogadores devem trocar passes e driblar os adversários até chegar à sua área. Os chutes de fora não são permitidos. Para aumentar a dificuldade, o professor pode substituir as traves convencionais por cones ou tênis.

Os alunos são estimulados a melhorar alguns aspectos fundamentais do jogo, como a condução de bola, os passes e o posicionamento. O instrutor pode funcionar como técnico e parar a atividade para dar algumas dicas de onde cada jogador deve ficar para alcançar resultados melhores.

3. Finalização

Para treinar as finalizações, forme uma fila com os atletas na intermediária. Eles devem conduzir a bola e chutar para o gol na tentativa de vencer o goleiro — uma variação possível é colocar um zagueiro para dificultar a vida do atacante. Essa dinâmica funciona muito bem em turmas grandes.

4. Bobinho

Essa atividade é clássica e ótima para aquecer os jogadores antes do treino. Forme uma roda e coloque a bola no meio. Os alunos devem trocar passes sem que o bobinho intercepte. Para aumentar o dinamismo, permita somente um toque de cada e coloque outros grupos simultaneamente.

5. Cruzamento

O cabeceio é um recurso pouco utilizado no futsal, mas tem grande importância no futebol de campo. Para exercitar esse fundamento entre os alunos, separe alguns deles para cruzarem e outros para ficarem dentro da área esperando. Ao mesmo tempo em que o aluno ganha noções de tempo de bola e precisão, outros treinam os passes longos.

Ao aplicar essas atividades de educação física nas aulas, o professor ensina as regras e os movimentos dos esportes de uma forma mais leve e divertida. Antes de ser uma competição, os exercícios são uma forma de estimular a melhora na saúde corporal e mental dos jovens, além de valores importantes para o seu futuro.

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