Motricidade humana: o que é e por que é importante na educação física? Motricidade humana: o que é e por que é importante na educação física?
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Motricidade humana: o que é e por que é importante na educação física?

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A evolução psicomotora é essencial para o crescimento dos indivíduos. Nos primeiros anos de vida, as crianças obtêm a maioria da informação por meio de experiências com o próprio corpo. A partir do movimento, dos estímulos e da relação com objetos, pessoas e ambientes, elas descobrem e compreendem o meio onde estão inseridas, assim como aprimoram suas competências cognitivas, motoras, emocionais e sociais. Nisso tudo, a motricidade humana está muito envolvida.

A motricidade surgiu como uma maneira de acabar com a percepção fragmentada e especializada, dando lugar a um padrão mais complexo. De modo geral, a motricidade humana é o conjunto de capacidades e habilidades motoras de um indivíduo, resultante de sua aprendizagem, com possibilidades e limitações associadas à estrutura biológica dos seres humanos e de cada pessoa, em especial.

No contexto da educação física, a motricidade humana implica uma nova realidade de compreensão corporal. Por meio dela, é possível conhecer diversos métodos que possibilitam ampliar o nível funcional das capacidades condicionais e coordenativas.

Quer saber o que é motricidade humana? Acompanhe nosso artigo e saiba como ela é importante para quem deseja melhorar o desempenho na educação física. Boa leitura!

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    O que é motricidade humana e como ela é manifestada?

    A motricidade humana é entendida como a ciência que estuda o ser humano e os movimentos do corpo em relação ao mundo interno e externo, que representa a agregação de representações mentais e corporais capazes de facilitar o desempenho das funções psíquicas. Depende, portanto, de motivações do meio onde o sujeito está inserido, variando conforme os estímulos recebidos, relacionados aos fatores psicológicos ocasionando ação única entre os seres vivos.

    Em outras palavras, é a capacidade de se movimentar, que possibilita respostas adaptativas ao ambiente. Consiste em orientar a atenção nas ações realizadas e não nos movimentos propriamente ditos. Por meio do movimento, o indivíduo descobre o mundo, pessoas, brincadeiras, seu próprio corpo e capacidades motoras básicas, como pegar, andar, correr, entre outras. Ou seja, é o que faz com que a mente mande informação ao corpo sobre qual é o modo correto de reagir ao ambiente em volta.

    As habilidades motoras podem ser divididas em duas categorias: a motricidade grossa e a fina. Ambas trabalham sempre juntas para que as tarefas diárias sejam cumpridas corretamente, sendo, muitas vezes, necessária mais de uma do que da outra em determinadas atividades. Confira, a seguir, as principais diferenças entre elas!

    Motricidade grossa

    Também conhecida como motricidade ampla, ela está relacionada com o controle corporal: postura, equilíbrio estático e dinâmico, deslocamento e balanço. É a primeira que o ser humano aperfeiçoa, pois permite o movimento dos membros maiores do corpo (braços e pernas), como andar, correr, sentar, inclinar o corpo, deslocar-se, empurrar, entre outras ações. De modo geral, são atividades que usam todos os músculos do corpo, ou grande parte deles. Quando ela não é bem adaptada, os movimentos não se conectam e podem se tornar lentos.

    Motricidade fina

    A motricidade fina associa-se aos movimentos que necessitam de mais precisão e destreza. Diferentemente da motricidade grossa, a fina requer a utilização dos músculos menores do corpo. Por exemplo, precisa-se da coordenação de mãos e olhos para escrever, recortar, pintar ou tocar um instrumento musical, ou o ato de pegar algo do chão, como um papel, também inclui esse conjunto de habilidades. O movimento dos lábios para mandar beijo, chupar e sorrir, entre outros gestos mais minuciosos.

    Qual a importância do tema para melhorar o desempenho na educação física?

    De certa a motricidade está sempre presente no cotidiano das pessoas, ela abrange treinamentos, danças, desenvolvimento infantil, ginástica, jogos, reabilitação, ergonomia, entre outras atividades.

    O bom desenvolvimento motor durante a fase inicial da vida fundamenta e aprimora a coordenação motora, a flexibilidade, a força, o equilíbrio e a maior precisão nos movimentos, preparando os indivíduos para as etapas de aprendizagem. Nesse caso, a prática de atividades físicas não traz vantagens apenas relacionadas ao corpo, mas também à sociabilidade e ao equilíbrio mental.

    Durante anos, a educação física foi fundamentada no ensino de técnicas e movimentos específicos da prática de esporte. No entanto, a realidade se transformou, incorporando modalidades que potencializam o desenvolvimento motor e cognitivo dos indivíduos. Esse trabalho criou atletas mais adaptados às funções do jogo, com melhor desempenho nas atividades educativas.

    A educação física, como componente do ensino integral, assume uma importância crucial no desempenho do sujeito, pois permite perceber a contribuição dos movimentos no desenvolvimento infantil e como ambos os processos — educação e desenvolvimento — se relacionam. Por isso, ter um programa bem-estruturado na educação física, desde os primeiros anos, contribui consideravelmente para o desenvolvimento motor. Contudo, para evitar erros no processo de ensino, os educadores físicos devem buscar informação sobre a evolução do desenvolvimento, seus avanços e regressos. 

    Com o envelhecimento do corpo, as habilidades de motricidade como flexibilidade, coordenação motora e força diminuem consideravelmente. Por isso, a educação física é determinante no retardo desse processo.

    O que fazer para aprimorar a motricidade humana?

    Primeiramente, a motricidade é desenvolvida naturalmente durante a infância, quando a criança corre, pula, amarra os cadarços ou segura os talheres para se alimentar. No entanto, para aprimorar a motricidade humana é preciso estimular o desenvolvimento dessas habilidades. Dar espaço e liberdade à criança para conhecer e aproveitar o ambiente, mesmo que ela erre ou caia algumas vezes, é importante para se familiarizar com todas as funções do corpo.

    Nesse caso, há diversas opções de atividades que pais e educadores podem estimular ainda mais a fim de aperfeiçoar essas competências na infância, como dinâmicas pedagógicas, brincadeiras lúdicas, jogos, músicas, desenhos, pinturas, entre outras.

    No caso dos adultos e dos idosos, a prática de exercícios físicos é a melhor maneira de desenvolver as habilidades motoras. A atividade física regular cumpre funções vitais para a saúde do corpo e da mente. Com um progresso constante, o indivíduo pode alcançar bons resultados de flexibilidade, força e coordenação.

    Além disso, em um cenário em que as tecnologias se expandiram, quanto maior o envolvimento dessas ferramentas, maiores serão as técnicas para desenvolver as atividades. Nesse caso, a criação de aplicativos de celular e jogos são eficazes para o monitoramento dos indivíduos e ajudam a melhorar a motricidade humana.

    Vale ressaltar que adquirir novas habilidades motoras pode estimular a obtenção de capacidades associadas a outras áreas, da mesma forma que déficits em alguns segmentos influenciam a aptidão motora de um indivíduo.

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