O que eu preciso saber sobre fisiologia no futebol?
Futebol

O que eu preciso saber sobre fisiologia no futebol?

Escrito por Unisport Brasil

O futebol é um esporte de alto rendimento que exige o máximo de cada jogador, independente da sua posição. Diferente de outras épocas, não existe mais aquele mito de que são os volantes e laterais os que mais correm. Hoje, todos participam igualmente e chegam a correr mais de 10 km durante uma partida.

Para manter o seu condicionamento físico e poder atuar no seu poder máximo, é necessário toda uma estrutura com nutrição, condicionamento físico, departamento médico e a fisiologia no futebol, que tem ganhado um espaço cada vez maior no meio. Para saber mais sobre o assunto, continue esta leitura!

A fisiologia no futebol

Apesar de ser uma área relativamente nova em um departamento de futebol, a fisiologia já faz parte dos maiores times do Brasil e do mundo, auxiliando treinadores e preparadores físicos a tomarem decisões no dia a dia e nos jogos. Algumas das tarefas de um fisiologista são:

  • informar à comissão técnica sobre a condição fisiológica dos atletas;

  • fazer avaliação periódica dos jogadores;

  • realizar acompanhamento longitudinal das adaptações funcionais em decorrência dos treinamentos dos atletas;

  • coletar dados científicos para dosagem de treinos, jogos e afins para otimizar a prevenção de lesões e desempenho dos jogadores.

Podemos notar que a atuação da fisiologia no futebol é extensa. Habilidades com dados e em diversas áreas da saúde são extremamente importantes para desenvolver um bom trabalho. Também é indispensável que tenha o entendimento dos mecanismos de treinamentos do futebol para que possa sugerir correções e adaptações no percurso da temporada.

A relação entre a fisiologia e a performance de um atleta

O departamento fisiológico tem dois grandes centros de preocupação: a saúde e o desempenho do jogador. E essas duas áreas andam de mãos dadas. Para que um jogador mantenha o seu desempenho máximo, é preciso que esteja no melhor da sua saúde que, por consequência, pode ser atingido com o atleta obtendo o máximo desempenho do seu corpo.

Isso significa que um jogador que atua fora das suas condições ideais tem muito mais probabilidade de se machucar e prejudicar a sua equipe.

Por isso são realizados exames periódicos que indicam níveis de cansaço muscular, para dosar a atividade em um treino, diminuir a frequência de algum exercício específico ou até poupar jogadores em algumas partidas para que possam, no jogo seguinte, estar com seu potencial máximo.

Um atleta que se lesiona perde muito mais do que apenas as partidas nas quais não pode atuar. Além de ser desfalque, perde sessões de treinos técnicos que o ajudam a se entrosar cada vez mais com as ideias do treinador.

Também acaba perdendo atividades físicas, que são responsáveis por mantê-lo “na ponta dos cascos” durante a temporada. Pensando mais à frente, esses dias parados podem gerar um cansaço muscular extra e novas lesões, já que o processo de prevenção acabou interrompido.

A aplicação da fisiologia no treinamento de jogadores

Aplicar um treinamento fisiológico individualizado é importante tanto para esportes coletivos, como o futebol, quanto para esportes individuais, já que cada atleta tem características únicas e respondem de formas diferentes a um estímulo igual.

Para se falar de treinamento é preciso entender quais são os principais aspectos fisiológicos que envolvem um atleta.

Frequência Cardíaca

A frequência cardíaca é o número de vezes que o seu coração faz o trabalho de impulsionar o fluxo sanguíneo corporal, proporcionando aos músculos uma quantidade adequada de nutrientes para que tenham energia para desempenhar suas funções.

A Frequência Cardíaca Máxima é utilizada para determinar o limite durante um treinamento. Para calcular qual a frequência máxima de um atleta basta utilizar a seguinte fórmula: FCM = 220 – idade da pessoa. Por exemplo, se um atleta tem 25 anos, sua frequência máxima é de 220-25 = 195 batimentos por minuto.

VO2 Máximo

O VO2 máximo é definido como o volume máximo de oxigênio que o seu corpo consegue pegar do ar que está nos pulmões e transformar em energia.

O dado é usado para entender o nível de condicionamento de um atleta e quão condicionável ele é. Alguns fatores como idade, percentual de gordura e tamanho da musculatura influenciam no nível de VO2 de cada jogador. Porém, o fator genético é um limitante, não podendo ser otimizado em mais do que 30%.

Limiar lático

O limiar é determinado pelo máximo esforço ou velocidade atingida por um atleta para produzir uma quantidade constante de lactato no sangue. Esse aumento é utilizado para entender que algumas fibras não conseguem suportar a carga aeróbica, fazendo o atleta interromper a atividade.

Quando um atleta está abaixo do limiar, significa que o lactato produzido é usado como energia aeróbica. Acima do limiar, o excesso entra na corrente sanguínea, já que o corpo não consegue mais transformá-lo em energia.

Limiar Ventilatório

Esse limiar pode ser entendido como o limite de esforço ou intensidade realizado durante um exercício com carga crescente que gera acúmulo de ácido lático no sangue e cria uma fadiga precoce.

O plano de treino

Agora que você entende as principais características fisiológicas de um atleta para montar o treinamento com apoio da fisiologia, é necessário se planejar. Analise a situação, entenda quem são os jogadores, suas características, quais recursos humanos e materiais você tem à disposição e quanto tempo de preparação tem para realizar tudo que foi planejado. Dessa forma, você garante que os imprevistos se tornem mais difíceis de aparecer.

A programação do treino pode ser dividida em sete fases. São elas:

  1. Periodização de treino

  2. Definição de métodos e meios

  3. Dinâmica das cargas

  4. Fatores de treino

  5. Avaliação

  6. Meios de apoio

  7. Quadro de necessidades

Com uma programação bem definida você pode determinar o cronograma, as sessões de treinos e ciclos e observar o atleta nas competições para avaliar o desempenho e resultado efetivo dos treinamentos.

Como você pode ver, a fisiologia no futebol tem uma parcela de contribuição importantíssima no desempenho e saúde do atleta. Mesmo para quem não é da área é recomendado adquirir um conhecimento básico, já que apenas com o treinamento físico mais adequado é possível colocar os jogadores atuando no seu potencial máximo. Quer conhecer mais sobre como atua a fisiologia no futebol? Entre em contato com a gente!

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