Saiba agora como promover a inclusão na educação física escolar
Aprendizado

Saiba agora como promover a inclusão na educação física escolar

Escrito por Unisport Brasil

A prática de esportes sempre foi um interesse bastante comum entre crianças e adolescentes dos mais diferentes contextos. Nesse sentido, as diretrizes de aprendizado de uma instituição de ensino devem investir em medidas de incentivo à inclusão na educação física escolar.

O objetivo é promover a interação e reforçar os vínculos sociais entre os jovens, além de aprimorar as habilidades mentais e as características afetivas, cognitivas e comportamentais dos estudantes.

Ficou interessado em conhecer mais sobre como promover a inclusão na educação física escolar? Então, este artigo foi feito para você.

Vamos abordar, a seguir, a importância da inclusão nas aulas de educação física nas escolas e como motivar os treinadores a incentivarem essas atividades para jovens que apresentam algum tipo de deficiência. Confira!

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O que é a inclusão escolar?

A inclusão escolar consiste em uma política que tem o objetivo de atender aos anseios e necessidades especiais dos estudantes por meio do aprendizado comum. Mediante práticas inclusivas, torna-se possível estimular o desenvolvimento pessoal e integrar os indivíduos, mesmo que alguns apresentem dificuldades na aprendizagem ou impedimentos físicos.

A educação inclusiva envolve uma escola aberta para todos os indivíduos, de forma que todos os estudantes consigam desenvolver o aprendizado em equipe. Desse modo, a inclusão visa aprender a dividir o campo com participantes de diversas origens, raças, personalidade, habilidades físicas e até capacidades psicomotoras diferentes.

Nesse caso, as escolas precisam se adaptar às necessidades dos seus alunos, tanto na estrutura física quanto na organização de atividades inclusivas que venham a estimular a interação social. Nesse cenário, estão incluídas diversas disciplinas, inclusive a educação física.

Por que estimular a inclusão na educação física escolar?

A inclusão de crianças e jovens por meio da prática esportiva vem se tornando uma medida cada vez mais adotada nas instituições de ensino. Isso estimula qualidades como empatia, consciência de igualdade e reforça os vínculos sociais.

Essa diversidade ajuda a promover um aprendizado rico e mais humano. Até porque a educação física é uma disciplina que oferece a oportunidade de trabalhar mais a interação por meio de exercícios físicos e brincadeiras, incluindo aí os alunos que apresentam algum tipo de deficiência.

Nesse sentido, podemos afirmar que a educação física é baseada em duas linhas de ensino, levando em consideração os portadores de deficiência: a educação física adaptada e a educação física inclusiva.

A primeira consiste na prática de atividades separadas dos demais estudantes. Por outro lado, a segunda envolve a reunião de alunos no mesmo ambiente e desempenhando a mesma atividade. É justamente a essa última que estamos nos referindo neste artigo!

De qualquer forma, ambos os tipos exigem um espaço prático e acessível que proporcione a locomoção fácil para todos os indivíduos. Além disso, as atividades devem ser planejadas pelo educador físico com o objetivo principal de estimular valores sociais, igualdade entre todos e o respeito às diferenças.

Com isso, os jovens só têm a ganhar. Por meio da interação com os demais estudantes, a pessoa portadora de alguma deficiência consegue se sentir uma parte daquele ambiente e, ao mesmo tempo, conhece novas realidades. Isso permite que ele possa desenvolver melhor o pensamento crítico e que tenha uma nova visão de mundo.

Além disso, não apenas os estudantes com deficiência saem ganhando. Os demais alunos também podem tirar lições valorosas por meio do convívio com colegas especiais. Além da melhora na comunicação, eles passam a desenvolver qualidades fundamentais para a vida em sociedade, como tolerância, empatia e solidariedade. 

Como promover a inclusão na educação física escolar?

Atualmente, existem modalidades esportivas que foram adaptadas para as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência física, tais como: atletismo, basquetebol, vôlei, esgrima em cadeira de rodas, futebol vendado etc. Essas práticas fazem parte, inclusive, de modalidades esportivas das paraolimpíadas.

O objetivo é demostrar para os alunos com deficiência que eles são capazes de praticar os mesmos esportes que os demais. Por sua vez, os seus colegas de time terão a oportunidade de conviver com pessoas especiais, o que os torna mais humanos e empáticos.

Conheça, a seguir, alguns esportes que permitem a inclusão escolar para as pessoas com deficiência.

Corrida

A corrida pode ser praticada por deficientes físicos, visuais ou mentais. Entretanto, eles necessitam ser acompanhados por uma terceira pessoa, que pode ser seu treinador ou algum guia. Trata-se de uma forma de superação pessoal e inclusão social muito importante.

No caso de portadores de deficiência física, eles utilizam uma prótese móvel ou a própria cadeira de rodas. Por sua vez, as pessoas que apresentam deficiência intelectual podem praticar a corrida sozinhas, levando em consideração o seu nível de desenvolvimento.

Ciclismo em cadeira de rodas

O ciclismo pode ser praticante por indivíduos que apresentam paralisia cerebral, incapacidade visual, quem sofreu amputação de algum membro, aqueles que apresentam lesões na medula, entre outros.

O equipamento também vai variar de acordo com as necessidades e dificuldades de cada pessoa. Desse modo, os deficientes visuais devem pedalar com uma guia, portanto, torna-se necessária uma bicicleta dupla. Quem apresenta paralisia cerebral, por exemplo, pode utilizar o triciclo. Tudo vai depender das condições e do grau de lesão do esportista.

Natação

natação traz uma série de benefícios para o corpo e as habilidades mentais. Por isso, ela é muito recomendada para pessoas que apresentam deficiências. A grande amplitude e o baixo impacto dos movimentos realizados debaixo da água têm um efeito terapêutico.

Essa atividade recreativa também auxilia no processo de recuperação, desenvolve habilidades de coordenação, melhora o condicionamento aeróbico e reduz eventuais sintomas desconfortáveis, além de ajudar a melhorar a interação e a sociabilidade.

Basquete

basquete praticado por pessoas com deficiência físico-motora é realizado por meio de cadeiras motorizadas e adaptadas. Essa modalidade esportiva foi a pioneira a ser incluída como atividade paraolímpica a ser executada no Brasil.

De toda forma, o tamanho da quadra e as regras da partida (pontuação, faltas, altura da cesta etc) costumam ser semelhantes ao basquete tradicional, salvo alguma mudança que seja feita pelo treinador com o fim de obedecer às limitações físicas dos jogadores e otimizar a partida.

É o caso de, em vez de fazer dois passos, o competidor apenas pode dar dois toques na cadeira sem continuar quicando a bola, ou fazer o passe para outro jogador.

A inclusão na educação física escolar é papel tanto do educador físico quanto da instituição de ensino. Ambos devem fornecer as condições necessárias para promover atividades de introdução e interação social. Tudo isso pode ser feito por meio da organização de eventos e competições divertidas e dinâmicas em que todos possam participar.

Quer conhecer mais sobre os esportes que podem ser ensinados aos alunos? Então, confira um guia completo para o ensino de handebol nas escolas!

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