Saiba tudo sobre desenvolvimento motor infantil aqui
Iniciação Esportiva

Saiba tudo sobre desenvolvimento motor infantil aqui

Escrito por Unisport Brasil

O desenvolvimento motor infantil é uma área muito estudada, principalmente por aqueles que trabalham com bebês, crianças e adolescentes. Compreender como funciona cada fases motoras e seus respectivos estágios ao longo da sequência de desenvolvimento motor é um fator decisivo para o planejamento, eficácia e consequente funcionamento das aulas e treinos no contexto da educação física e do esporte infanto-juvenil.

O profissional de educação física e esporte, assim como os pais e as pessoas próximas às crianças, precisam reconhecer a importância dos estímulos ambientais, oferecendo oportunidade, instrução e encorajamento para que todas as crianças e jovens possam vivenciar e adquirir um amplo reportório motor (habilidades motoras diversificadas).

Compreender esse assunto, porém, não é uma tarefa fácil. Por isso, para auxiliar você a entender tudo sobre o desenvolvimento motor infantil, criamos este post, em que mostraremos quais os tipos de desenvolvimento presentes na vida de uma criança, o que ela deve ser capaz de fazer com cada idade, quais atividades e brincadeiras devem ser realizadas em cada etapa, etc.

Ficou interessado? Então continue lendo e aprenda tudo sobre o assunto. Vamos nessa!

A importância do desenvolvimento motor e fatores que o cercam

O desenvolvimento humano é uma sequência cumulativa e contínua que ocorre desde o início até o final da vida. Mesmo antes de nascerem, os bebês já estão aprendendo e se desenvolvendo. Nesse processo, os aspectos cognitivos, emocionais e motores estão interligados.

A infância, através das oportunidades e experiências oferecidas no meio em que vivem, é um momento determinante para que as habilidades sejam desenvolvidas. É nessa fase da vida que as habilidades motoras fundamentais (HMFs) devem ser desenvolvidas e aprendidas.

São exemplos de HMFs:

  • atividades locomotoras: correr e saltar;

  • atividades estabilizadoras: equilibrar e rolar;

  • atividades manipuladoras: arremessar, chutar, receber, quicar, rebater, etc.

Dominar essas habilidades motoras, conquistando o estágio maduro, é necessário para que haja um bom desenvolvimento motor infantil, que será muito importante na vida adulta, já que todas as HMFs serão utilizadas em tarefas cotidianas, momentos de lazer ou mesmo na complexidade das atividades esportivas.

Portanto, as HMFs compõem o conjunto de “ferramentas motoras” necessárias para que as “habilidades motoras específicas” (presentes nas modalidades esportivas) sejam construídas, formando crianças e jovens habilidosos.

Para que esses fatores sejam bem desenvolvidos e colaborem entre si, é essencial que a criança tenha um ambiente que incentive a descoberta, além de pais presentes e estímulos frequentes. Confira, a seguir, a importância do contexto ambiental no progresso motor.

Contexto ambiental

As oportunidades a que as crianças são expostas e o ambiente em que crescem têm influência direta no seu desenvolvimento.

Bebês que passam muito tempo na mesma posição podem demorar mais para andar, do mesmo modo que aqueles que têm móveis baixos e permissão para se apoiar neles e tentar levantar provavelmente vão dar os primeiros passos antes.

Além disso, os tipos de brinquedos oferecidos, o contexto ambiental (se a criança cresce em zona rural ou urbana), o nível econômico e as experiências vividas também interferem no desenvolvimento motor.

Quem tem irmãos mais velhos, por exemplo, em grande parte das vezes se desenvolve mais rapidamente do que os primeiros se desenvolveram e do que filhos únicos.

As fases do desenvolvimento motor infantil

O modelo de desenvolvimento motor infantil mais utilizado é proposto por Gallahue como forma de ampulheta e engloba diferentes habilidades fundamentais (também conhecidas por habilidades básicas). Ele divide e caracteriza cada uma das fases desse processo. Confira, a seguir, cada uma delas.

Fase motora reflexiva — 0 a 1 ano

A fase do movimento reflexivo é composta por dois estágios: o estágio de codificação de informações que acontece desde o útero até os 4 meses de vida; e o estágio de decodificação de informações que ocorre a partir dos 4 meses até um ano de idade.

O primeiro deles é o momento em que o bebê realiza movimentos involuntários. Esses reflexos são os primeiros recursos do bebê para conseguir informações, se alimentar e encontrar proteção.

O segundo estágio, por sua vez, é o momento em que ele começa a processar as informações recebidas. Nesse período, muitos reflexos passam a ser inibidos, à medida que o cérebro se desenvolve e passa a realizar movimentos voluntários.

Fase motora rudimentar — 1 a 2 anos

A fase dos movimentos rudimentares ocorre do nascimento até o primeiro ano, como o estágio de inibição dos reflexos, e continua do primeiro ao segundo ano de vida com o estágio de pré-controle.

O estágio de inibição dos reflexos que compõe a fase rudimentar segue a mesma proposta do segundo estágio da fase motora reflexiva que vimos anteriormente: o córtex passa a se desenvolver e, com isso, os reflexos são substituídos por movimentos voluntários.

Já o pré-controle é o momento em que o bebê começa a ter um controle maior sobre os movimentos realizados. Nesse estágio, ele adquire equilíbrio, consegue manipular os objetos e se locomover com mais estabilidade.

Fase motora fundamental — 2 a 7 anos

A fase motora fundamental é dividida em três etapas. Para facilitar, separamos cada uma delas em um subtópico. Confira a seguir.

Estágio inicial — 2 a 3 anos

No estágio inicial, acontecem as primeiras tentativas das crianças de realizar alguma das habilidades fundamentais. Nesse período, há ainda a falta de sequência, uso exagerado do corpo, falta de ritmo e coordenação.

Estágio elementar — 4 a 5 anos

Normalmente, entre 4 e 5 anos, a criança se encontra no estágio elementar, ou também chamado de emergente. Nele, ela conquista uma maior coordenação rítmica e controle motor sobre as tarefas fundamentais. Apesar das melhoras, os padrões de movimento ainda são um pouco exagerados ou restritos.

Estágio maduro— 6 a 7 anos

A fase madura (proficiente) de alguma habilidade é caracterizada por gestos coordenados e controlados. Esse estágio é desenvolvido com muito estímulo, prática e oportunidades de repetições contínuas.

O estímulo do ambiente, nesse momento do desenvolvimento motor infantil, é muito importante. Caso ele não exista, é possível que o indivíduo jamais desenvolva o estágio maduro (proficiente) nas habilidades motoras fundamentais, não alcançando o próximo estágio, que é o especializado.

Fase motora especializada — 7 a 14 anos ou mais

Na fase motora especializada, o movimento aprendido no estágio maduro das habilidades fundamentais se torna uma importante ferramenta que pode ser aplicada a inúmeras atividades do cotidiano, de lazer ou esportivas. As habilidades fundamentais são refinadas, e os movimentos aprendidos de forma isolada, como saltar, podem ser introduzidos em atividades como pular corda, bem como na aprendizagem das modalidades esportivas. 

Podemos dividir a fase motora especializada em três momentos, explicados nos subtópicos a seguir.

Estágio de transição — 7 a 10 anos

O estágio de transição é o momento de sair do estágio maduro da fase motora fundamental e entrar no primeiro estágio da fase motora especializada (estágio de transição).

Para tanto, os profissionais de educação física e esporte precisam planejar atividades para que as crianças recebam estímulos que direcionem oportunidades para a combinação das habilidades fundamentais maduras, por exemplo: combinar duas ou mais habilidades fundamentais maduras em brincadeiras, pequenos jogos, grandes jogos, assim como na aprendizagem das modalidades esportivas. Veja os exemplos a seguir:

  • ​correr + saltar;

  • correr + saltar + arremessar;

  • correr + quicar;

  • correr+receber;

  • correr+receber+saltar+arremessar;

  • correr+girar+receber. 

Estágio de aplicação — 11 a 13 anos

Perto dos 11 até os 13 anos, as crianças passam por mudanças significativas que interferem no aprimoramento do desenvolvimento motor. Na fase de transição, elas dividem o foco de aprendizado em todas as atividades.

No entanto, a partir de 11 anos, há um maior direcionamento da especialização das habilidades, normalmente voltadas para algum esporte ou alguma tarefa de que a criança goste. Nessa fase, então, as pessoas começam a preferir ou evitar determinadas tarefas, de acordo com seus gostos, habilidades e performance. Conforme suas escolhas, as habilidades mais complexas passam a ser refinadas.

Portanto, quanto mais experiências motoras a criança vivenciar nos estágios anteriores (habilidades maduras e combinações), melhor será o autoconhecimento das suas aptidões motoras e prazeres, contribuindo para a escolha da modalidade que mais bem desempenha e que também agrega maior prazer na prática.

Estágio de utilização ao longo da vida — 14 anos ou mais

Por volta dos 14 anos, caso tenha recebido oportunidades no meio, a criança pode estar no topo do desenvolvimento motor.Nesse momento, ela começa a utilizar todos os gestos e habilidades aprendidos, e seguirá assim em sua vida adulta.

Esses movimentos compõem o que chamamos de repertório motor do indivíduo. Alguns fatores, como tempo disponível, condição social, instalações e equipamentos afetam diretamente essa etapa.

As atividades para o desenvolvimento motor infantil

Além das habilidades motoras, outras evoluções acontecem durante a infância e são importantes para a progressão do indivíduo, inclusive, contribuindo no desenvolvimento motor infantil. Dentre elas, estão as de cognição, orientação espacial, coordenação motora, linguagem e social.

Desenvolvimento cognitivo, orientação espacial e coordenação motora

O desenvolvimento cognitivo de uma criança diz respeito à sua capacidade de processar informações. Ele está relacionado com as habilidades cerebrais e neurais e pode ser resumido como um processo em que as pessoas absorvem conhecimento e aprendem aspectos importantes da vida.

A capacidade de orientação espacial, por sua vez, pode ser percebida com o desenvolvimento cognitivo. Ela está presente sempre que o bebê ou a criança toma conhecimento do próprio corpo no decorrer do seu crescimento.

Por fim, a coordenação motora contribui para a evolução nas duas etapas anteriormente explicadas. Veja, a seguir, as principais aprendizagens cognitivas, motoras e espaciais de acordo com a faixa etária.

1 mês

Até completar um mês de vida, as principais ações motoras de um bebê são meramente reflexos. Apesar disso, eles são capazes de iniciar o controle de algumas ações, como a sucção.

Os bebês com menos de um mês não são capazes de coordenar as informações provenientes de diferentes sentidos, ou seja, eles só conseguem prestar atenção a uma ação de cada vez. Outra inabilidade da idade é que eles não conseguem pegar o que estão olhando.

1 a 4 meses

Até os quatro meses as ações exploratórias de um bebê ainda são muito voltadas para o próprio corpo. É comum que eles se distraiam com as suas próprias mãozinhas, por exemplo.

Esse período é marcado pela repetição de atividades prazerosas, ou seja, se eles descobrem algo de que gostam, vão fazer de novo. Um exemplo disso é sugar os dedos. Eles também iniciam a tentativa de agarrar objetos.

4 a 8 meses

O próprio corpo deixa de ser o principal foco do bebê, que começa a prestar mais atenção ao ambiente. Entre os 4 e 8 meses, aumenta o interesse por objetos, e eles começam a explorar as suas ações, como balançar um chocalho.

Nessa etapa, se inicia a aprendizagem por tentativa e erro, e o sentido mais utilizado para nortear as ações do bebê é a visão. Somando a isso, ele também começa a fazer suas primeiras imitações.

Outra marcante característica desenvolvida nessa idade é o início da aprendizagem do conceito objeto permanência. Quando um bebê é muito novo e algum objeto sai da sua visão, ele simplesmente acha que aquele brinquedo não existe mais. A capacidade de entender que o objeto ainda existe, mas não está visível a ele, só começa entre os 4 e 8 meses.

8 a 12 meses

Entre os 8 e 12 meses, os bebês já são capazes de resolver seus problemas baseados em experiências passadas. Além disso, conseguem combinar duas ações para conseguir aquilo que querem. Nessa idade o comportamento passa a ser mais intencional e orientado a objetivos. Eles conseguem antecipar acontecimentos, imitar comportamentos e aprimorar o conceito de objeto permanência.

12 a 18 meses

Ao completar um ano de vida, a criança passa a ser ativa e experimentar tudo o que pode. Eles são muito curiosos e buscam constantemente explorar coisas novas. A caminhada independente auxilia nesse processo.

Nessa fase, é comum também os bebês variarem as maneiras de brincar com os objetos. Eles buscam sempre descobrir qual é a melhor forma de funcionamento de cada brinquedo.

Além disso, essa época é marcada pela constante imitação, tanto de gestos motores como de ações cognitivas. Ao final dos 18 meses de vida, o conceito de objeto permanência está finalmente estabelecido, e o bebê já é capaz de compreender quando um adulto brinca de esconder brinquedos, por exemplo.

Desenvolvimento social e de linguagem

A linguagem é a forma mais usual de socialização e comunicação. A sua expressão se dá, principalmente, por meio dos sons e da fala. Desde o primeiro ano de vida, os bebês são capazes de se expressar pela linguagem. Confira as etapas do desenvolvimento dessa habilidade.

1 mês

No primeiro mês, a principal forma de expressão da linguagem é o choro. Nessa idade, o bebê já tem a capacidade de discriminar os sons da fala humana.

2 meses

Com dois meses, ele começa a sorrir e consegue fazer variações nos sons. Outra importante conquista nessa fase é conseguir perceber a diferença entre os sons de várias letras.

6 a 9 meses

O balbucio marca o segundo semestre de vida.

9 a 10 meses

Quando atingem os 9 meses, os bebês passam a utilizar a linguagem gestual para se comunicar. Além disso, os balbucios se tornam mais parecidos com os sons da linguagem que eles escutam.

12 a 13 meses

Normalmente, ao completar um ano de vida, os bebês falam a sua primeira palavra, que pode ser qualquer som que tenha algum significado.

18 meses

Com um ano e seis meses, as crianças têm um vocabulário de, em média, 30 palavras.

16 a 24 meses

Nessa etapa da vida de uma criança, ocorre o que se pode chamar de explosão de palavras. É nesse momento que ela muito o seu vocabulário.

Em média, aos 16 meses, eles conhecem 50 palavras; ao completar 24 meses, esse número pula para 320.

O desenvolvimento motor infantil na escola

Normalmente, a escola é o primeiro ponto de socialização. É o momento em que ela sai do círculo social familiar e começa a conviver com outras pessoas. Muitas delas, até então, só tiveram convivência com adultos.

Essa interação entre crianças permite que elas construam novas experiências motoras. A escola, então, é um importante incentivo para que os pequenos desenvolvam cada vez mais suas habilidades. Além disso, o lado cognitivo também é muito trabalhado no ambiente escolar.

A forma lúdica de aprendizagem, por meio de jogos, permite que se aprenda brincando. Todas aquelas habilidades citadas por Gallahue, que vimos anteriormente, podem ser desenvolvidas durante os jogos escolares.

No próximo tópico, você vai conhecer e aprender algumas dessas brincadeiras que ajudam a desenvolver os gestos motores e a atividade cognitiva de uma criança. Continue lendo!

As brincadeiras que estimulam o desenvolvimento motor infantil

Todas as brincadeiras recreativas utilizadas nas escolas podem ser adaptadas aumentando ou diminuindo sua dificuldade, de acordo com o nível da turma.

É preferível sempre optar por brincadeiras lúdicas, entretanto, não se pode descartar a possibilidade de introduzir jogos mais competitivos. O professor deve sempre avaliar se vale a pena fazer iniciação esportiva naquela turma ou não.

Ah, não se esqueça de sempre ter uma variação da atividade, caso ela precise ser adaptada, e nunca separe os meninos das meninas, para não criar diferenciação e competição entre os sexos.

E então, preparado para conhecer algumas brincadeiras? Vamos nessa!

Conduzir a bola acima da cabeça

Essa tarefa pode ser realizada por diferentes idades e tem como principal objetivo desenvolver coordenação, velocidade e trabalho em equipe.

Para começar, separe a turma em colunas e peça para que mantenham os braços esticados na direção vertical. O primeiro de cada coluna deve ficar com uma bola na mão e, ao sinal do apito, inicia-se a brincadeira.

O aluno com a bola na mão deve passá-la para o de trás e assim sucessivamente até chegar ao último da coluna, que deve correr com a bola na mão até a frente e iniciar o movimento novamente.

Uma boa variação para crianças maiores é pedir que os alunos mantenham as pernas abertas e o último, em vez de se deslocar com a bola na mão até a frente, deve rolá-la por meio das pernas dos colegas até chegar ao primeiro.

Conduzir a bola entre os cones

Brincadeiras que envolvam passe, condução e chute da bola com os pés são importantes dicas de treino de futebol para crianças, pois introduzem ao esporte mais praticado do Brasil.

A atividade sugerida consiste em conduzir a bola por entre os cones, sem encostar neles. É possível fazer variações com chute no final ou estimular um jogo competitivo, dividindo a turma em duas equipes que realizarão a atividade ao mesmo tempo.

Pular corda

A clássica brincadeira de pular corda não pode ficar de fora da sua lista de atividades. Essa brincadeira tem diversas variações e pode ser utilizada para trabalhar com a habilidade fundamental de pular, além de coordenação, agilidade e velocidade.

Para variações, coloque mais crianças pulando ao mesmo tempo, modifique a maneira que elas devem “entrar” na corda, aumente a velocidade do trilho, etc.

Agarrar o cone

A brincadeira de agarrar o cone desenvolve a performance cognitiva do aluno, além de trabalhar a sua velocidade de reação, atenção e agilidade.

Separe a turma em duplas, peça para que os alunos se posicionem um de frente para o outro e coloque um cone entre eles. O objetivo do jogo é agarrar o cone antes do colega.

A parte cognitiva da brincadeira fica por conta dos comandos. O professor pode escolher uma palavra-chave que será a oficial para o comando de pegar o cone. Ao iniciar a brincadeira, várias palavras podem ser pronunciadas em sequência, e o aluno só poderá tentar agarrar o cone quando a palavra-chave for dita.

Atrasos no desenvolvimento motor infantil

Apesar do princípio da individualidade de cada ser humano, o desenvolvimento motor infantil segue uma tendência no que diz respeito à idade e às ações que se deve realizar em cada etapa da vida.

Apesar do protocolo, algumas delas podem estar fora da curva e apresentar atrasos no desenvolvimento motor infantil. Para notar esse problema, é necessário que os pais, professores e médicos estejam atentos. Para tanto, é indispensável que todos conheçam o que o indivíduo deveria ser capaz de fazer de acordo com a sua faixa etária.

Os professores, principalmente os educadores físicos, têm boas oportunidades para avaliar o desenvolvimento de cada criança e notar caso alguma não esteja respondendo de forma esperada ao estímulo. Nesse caso, é preciso conversar com os pais, que devem encaminhá-la a um pediatra para que a questão possa ser avaliada.

É importante comentar que o atraso em alguma habilidade motora não quer dizer que a criança vá ter dificuldade em todo o seu desenvolvimento ou que não vá conseguir se desenvolver por completo.

Cada caso é único, sendo necessária uma avaliação profunda para descobrir a causa do problema, que pode estar relacionado com síndromes, condição genética, doença, problemas de visão ou audição, entre outros.

As principais áreas que devem ser percebidas para confirmar o bom andamento no desenvolvimento ou o atraso são:

  • habilidades sociais: que são a capacidade que a criança tem de se relacionar com outras crianças ou com adultos;

  • linguagem e fala: é preciso estar atento à capacidade de comunicação, relacionada tanto com a fala como com a compreensão;

  • coordenação motora ampla: são as habilidades básicas que o indivíduo desenvolve, como sentar, andar ou rolar;

  • coordenação motora fina: dentro da coordenação fina, podemos destacar ações relacionadas com gestos mais suaves, como manipular ou agarrar objetos.

O desenvolvimento motor é uma fase da vida por que todo ser humano passa. Por iniciar na infância, é necessário que os adultos que cercam a criança estejam sempre atentos aos detalhes.

O esporte e a atividade física nessa etapa são duas excelentes formas de auxiliar no desenvolvimento. Os educadores físicos que fizerem parte desse processo devem saber tudo sobre iniciação esportiva, para que não haja prejuízo para o pequeno, além de sempre preservar a ergonomia no esporte e em todas as atividades físicas propostas.

E então, gostou do post sobre o desenvolvimento motor infantil? Se ficou interessado no assunto e gostaria de saber um pouco mais sobre a iniciação esportiva, leia este e-book especial que preparamos para você e faça parte do progresso dos seus alunos.

 

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