Tudo o que você precisa saber sobre treinamento desportivo
Aprendizado

Tudo o que você precisa saber sobre treinamento desportivo

Escrito por Unisport Brasil

O esporte é uma das maiores paixões do brasileiro. A sua grande audiência nas competições influencia a prática, seja de maneira profissional, seja amadora. Nesse cenário, o treinamento desportivo é um ramo da educação física que tem como objetivo planejar a rotina de exercícios de um indivíduo, respeitando as suas especificidades e os seus objetivos.

É comprovado que a prática de exercícios físicos com regularidade ajuda na prevenção de diversas doenças, como diabetes, hipertensão e osteoporose, além de combater a obesidade e o sedentarismo. E nada melhor do que o esporte para incentivar as pessoas a saírem de casa e desenvolverem as suas capacidades físicas e técnicas, não é mesmo?

Neste post, você terá informações completas sobre o que é e quais são os princípios do treinamento desportivo, além de conhecer os seus benefícios e desvantagens, quando realizado de forma incorreta. Continue a leitura!

O que é o treinamento desportivo?

O treinamento desportivo é o conjunto de atividades físicas realizadas por um longo período de tempo, de forma progressiva, que tem como função desenvolver as capacidades humanas, fisiológicas e psicológicas de um indivíduo. São exercícios planejados de forma individualizada e sistemática para a evolução de um atleta. Veja mais detalhes a seguir:

Objetivos e princípios

São diversos os objetivos do treinamento desportivo, sendo os principais deles a evolução da forma física e da técnica do indivíduo. Quando ele é realizado de forma correta, auxilia na melhora da performance de um esportista, porém, alguns princípios devem ser seguidos para obter os resultados desejados.

É altamente recomendado que um profissional de educação física seja o responsável por planejar o treinamento, para atender a todas as especificidades de cada pessoa. Mesmo em equipes com muitos atletas, o tratamento deve ser individualizado, pois cada organismo tem uma resposta diferente aos estímulos.

Ainda que os quesitos técnicos sejam mais explorados, é importante destacar que os treinamentos devem abraçar outras áreas, como a psicologia e a nutrição. Um bom desenvolvimento mental é essencial para alcançar os objetivos dos treinos, da mesma forma que a alimentação pode ser uma aliada ou vilã nos resultados, dependendo de sua utilização.

A crescente importância do acompanhamento da evolução dos atletas

Atualmente, está em alta a profissão de coaching esportivo, que funciona como um treinador individual ou de grupos para ajudar no desenvolvimento físico, técnico e psicológico dos atletas. Seu objetivo é encontrar o potencial do indivíduo e explorar as suas principais qualidades, o que auxilia na busca por resultados no esporte.

Durante a infância, os esportes auxiliam no desenvolvimento infantil, independentemente se a criança se transformará ou não em uma atleta no futuro. Os exercícios são aliados nos processos pelos quais todo organismo passa em seus primeiros anos de vida, como a ampliação da coordenação motora e das habilidades sociais.

Nos últimos anos, o esporte profissional está se adequando a esses princípios, principalmente no que diz respeito a acompanhar de perto a evolução dos atletas. Diversos clubes de futebol, por exemplo, contam com equipes de fisiologia e psicologia para buscar melhores resultados no desenvolvimento físico e mental dos jogadores.

Quais os princípios do treinamento desportivo?

Para melhorar a performance de um atleta, é necessário entender alguns quesitos técnicos, que influenciam diretamente a programação das atividades e os resultados obtidos. Confira abaixo alguns princípios fundamentais do treinamento desportivo:

Individualidade biológica

Esse, provavelmente, é o principal deles. Cada organismo reage aos estímulos dos exercícios de uma forma diferente, o que resulta em adaptações específicas. Isso é explicado pelo fato de que um indivíduo é formado por dois conceitos genéticos, definidos como genótipos e fenótipos, que constituem as suas características.

De uma forma resumida, o genótipo é a constituição genética de uma célula ou indivíduo, ou seja, todos os genes presentes naquele organismo. O fenótipo é a expressão genética de um ser, isto é, as características físicas e fisiológicas que são apresentadas e podem ser desenvolvidas ao longo da vida.

Assim, o treinamento desportivo deve ser individualizado, respeitando as características de cada um. Portanto, não é correto criar planilhas padrões de exercícios e aplicá-las em grupos. A avaliação e os testes físicos são fundamentais para conhecer as particularidades de uma pessoa e adaptar os exercícios mais indicados, levando em consideração também os objetivos buscados no treino.

Um grande exemplo da individualidade biológica é que, se você aplicar o mesmo treinamento para dois gêmeos, as reações serão diferentes. Mesmo que duas pessoas tenham um biótipo parecido, elas podem ter diferenças em suas constituições genéticas e fisiológicas, o que demanda um tratamento mais individualizado.

Reversibilidade

Da mesma forma que as capacidades físicas do ser humano são desenvolvidas com os exercícios, elas também regressam ao estágio inicial se não forem estimuladas. Esse é o princípio da reversibilidade, que deve ser levado em conta no planejamento do treinamento desportivo.

O tempo é outro fator importante. Ou seja, se um atributo for desenvolvido de forma rápida, ele regressará com a mesma velocidade. Além disso, a resistência é perdida com mais facilidade do que a força. Por isso, é essencial esquematizar corretamente o treinamento, para conquistar ganhos mais duradouros.

Sobrecarga

Esse princípio está diretamente ligado à reversibilidade. Para uma aptidão física ser desenvolvida, o corpo deve receber uma carga mais elevada do que está adaptado, o que resulta na supercompensação. Nesse processo, o organismo é obrigado a responder aos estímulos impostos, a fim de se adaptar à continuidade do treinamento, o que aumenta as suas capacidades.

Por meio de uma avaliação, são definidas as cargas iniciais de um exercício. Com o desenvolvimento das aptidões, cabe ao profissional renovar o treinamento de forma crescente e gradual, o que pode ser feito de dois modos: aumento do volume (quantidade de repetições ou tempo, por exemplo) ou aumento da intensidade (peso dos aparelhos, por exemplo).

Adaptação

Junto com o princípio da sobrecarga, a adaptação está ligada ao estresse, ou seja, aos estímulos que o corpo recebe nos exercícios físicos. O organismo humano sempre procura estar em homeostase, o que significa estar em equilíbrio. Isso ocorre em casos de doença, emoções ou mesmo com a temperatura ambiente.

Essa homeostase está ligada diretamente à supercompensação. Durante um treinamento desportivo, os estímulos podem provocar adaptações no organismo, que se prepara para receber uma carga mais elevada na próxima vez. Porém, um estímulo muito forte pode gerar danos. Assim, é preciso atentar para os exercícios não terem um efeito contrário e negativo.

Especificidade

Esse é mais um dos princípios que se conectam diretamente com a individualidade biológica. Porém, nesse caso, as atividades devem ser específicas para alcançar os objetivos desejados com os exercícios. Assim, as atividades não podem ser diferentes do que os atletas realizam em suas competições, especialmente, em datas próximas aos jogos.

Quando aprende um novo exercício, o cérebro armazena essas coordenações neuromusculares no neocórtex. Quanto mais repetições, mais forte será essa lembrança, ao mesmo tempo que, se não for estimulado, esse movimento ficará enfraquecido (princípio da reversibilidade).

Durante a prática de esporte, um atleta que aplica o princípio da especificidade não precisa criar coordenações neuromusculares novas, mas sim lembrar daquelas já aprendidas e realizá-las de forma natural, o que maximiza a sua efetividade.

Um jogador de futebol, por exemplo, deve realizar movimentos do seu esporte se deseja desenvolver ao máximo as suas habilidades dentro de campo. Outros tipos de atividade devem ser realizados somente em caso de saturação de aprendizagem. Cabe ao profissional desenvolver métodos específicos para o treinamento desportivo.

Variabilidade

Inicialmente, esse princípio parece contradizer o da especificidade, já que prega a generalidade, ou seja, um desenvolvimento maior do indivíduo. Porém, isso não significa necessariamente uma mudança total nos exercícios, e sim a variação em suas cargas e repetições, por exemplo.

Um dos motivos para variar as atividades é lutar contra o desestímulo que pode surgir com a repetição excessiva de um movimento. Além disso, é possível desenvolver novas habilidades e melhorar o rendimento do atleta, que pode buscar novas armas para ser efetivo dentro do seu esporte.

Para quais modalidades o treinamento desportivo é mais indicado?

Não há um esporte em que o treinamento desportivo é mais indicado. Isso porque qualquer atividade tem as suas particularidades, então, cabe ao profissional buscar conhecimentos técnicos para aplicar a sua metodologia de uma forma efetiva. Ademais, como cada atleta tem as suas características, o treinamento individualizado deve ser utilizado em qualquer esporte.

No futebol, por exemplo, houve uma mudança na abordagem do jogo nas últimas décadas, o que aumentou a demanda física dos jogadores. Apesar disso, a técnica ainda é fundamental para alcançar bons resultados, ou seja, é necessária uma junção desses dois fatores nos treinamentos para garantir uma boa preparação do jogador.

Já no voleibol, a velocidade não é totalmente exigida, mas outros aspectos físicos, como a impulsão e a força, são fundamentais. Dessa maneira, não é possível repetir os exercícios do futebol em seus treinamentos, o que exige do profissional um bom conhecimento teórico da mecânica dos movimentos, para aprimorar a técnica e os atributos do jogador.

O mais importante para o professor ou treinador é saber identificar as principais características de seus atletas e desenvolvê-las, encontrando um equilíbrio entre a repetição dos exercícios, a fim de melhorar a sua técnica e a variação na rotina, para evitar a falta de motivação e sobrecarga danosa ao corpo.

Quais os principais benefícios do treinamento desportivo?

O esporte é comumente associado aos profissionais de alto rendimento, como jogadores de futebol e atletas olímpicos. Porém, um bom treinamento desportivo traz diversos benefícios para qualquer indivíduo, que impactam diretamente a qualidade de vida e de trabalho de cada um.

Listamos a seguir algumas vantagens que o esporte pode trazer para o corpo, principalmente, se for realizado na intensidade correta desde a infância, com a iniciação esportiva. Confira!

Desenvolvimento da saúde óssea

A prática de esportes aumenta os níveis de cálcio no organismo, que influenciam diretamente a fortificação e consolidação dos ossos. É verdade que a quantidade dessa substância é influenciada por outros fatores, como o patrimônio genético, mas o treinamento desde a infância colabora para uma saúde óssea melhor.

Nas primeiras décadas de vida, a prática de esportes é muito indicada por ser a fase em que, geralmente, o organismo atinge o pico da massa óssea. É por volta dos 18 aos 21 anos que o corpo está com seu nível máximo de cálcio, porém, a ciência acredita que esse valor chega a 50% durante a adolescência.

Quanto maior for esse pico, maior será a reserva de cálcio para as idades mais avançadas. A osteoporose é uma doença que atinge mais de 10 milhões de brasileiros e deve ser prevenida desde a infância, com a prática de exercícios — principalmente nas mulheres, que tendem a ter um pico menor — e ingestão de cálcio nas quantidades necessárias.

Prevenção de problemas físicos

Quando realizado da maneira correta, o treinamento desportivo ajuda na prevenção de lesões, que comprometem a continuidade dos exercícios. No caso de um atleta de alto rendimento, manter-se em forma significa disputar mais competições e chegar a resultados melhores, além de manter a técnica em desenvolvimento contínuo.

Já nos atletas de final de semana, a prática de atividades físicas é a garantia da prevenção de doenças cardiovasculares e problemas relacionados à diabetes, hipertensão, entre outros. Porém, não atentar ao movimento correto ou exagerar na carga podem gerar dores musculares ou até complicações na coluna, o que forçará a pausa nos exercícios.

Seguindo o princípio da adaptação, é necessário um acompanhamento próximo do esportista, com testes e avaliações físicas para conhecer os níveis de força, gordura corporal e cansaço. Esse último é fundamental para verificar a possibilidade de lesões e é constantemente utilizado em clubes profissionais na decisão de escalar ou poupar jogadores.

Rendimento máximo

O rendimento está sempre atrelado ao esporte profissional, mas um bom plano de treinamento pode significar melhorias no desempenho no trabalho. É importante destacar que os exercícios físicos ajudam a liberar substâncias importantes para o organismo, como a endorfina, que combate o estresse, a ansiedade e a depressão.

No caso dos atletas, o treinamento é a única de maneira de melhorar a sua técnica e seu condicionamento físico, o que resulta em conquistas maiores na sua profissão. A repetição dos movimentos na dosagem correta garante uma habilidade maior para superar obstáculos e realizá-los automaticamente, aumentando as chances de sucesso.

Treinamento individualizado

Esse é um dos principais conceitos do treinamento desportivo, necessário para a obtenção de melhores resultados com base no objetivo de cada atleta. Cada organismo reage de uma maneira aos estímulos físicos, o que obriga ao profissional de educação física planejar uma rotina de exercícios personalizada.

Outro benefício do treinamento individualizado é o acompanhamento dos exercícios, para entender se a rotina está obtendo um rendimento positivo ou deve ser intensificada. Além disso, a variação nas atividades diminui as chances de um problema de motivação do atleta, que pode focar o desenvolvimento das suas habilidades de maneiras diferentes.

Quais os erros mais comuns no treinamento desportivo?

As atividades físicas são importantes aliadas no desenvolvimento do corpo humano e na prevenção de problemas de saúde. Porém, se não forem realizadas corretamente, há o risco de não se atingir os resultados esperados ou, em casos mais extremos, prejudicar o desenvolvimento das funções do indivíduo.

Separamos aqui alguns pontos que devem ser destacados na hora do planejamento dos treinos e que, muitas vezes, são esquecidos pelos atletas. Veja mais!

Sono

O sono é um dos fatores mais importantes do treinamento desportivo, pois influencia diretamente a recuperação muscular e o aprendizado dos exercícios realizados durante o dia. Durante o N3, que é o sono profundo, ocorre a produção do GH, hormônio responsável pelo crescimento e que impacta diretamente o vigor físico.

É durante o sono também que as adaptações aos exercícios acontecem, ou seja, é quando o cérebro memoriza as repetições realizadas no treinamento. Assim, uma noite mal dormida pode comprometer o rendimento do atleta, além de aumentar a propensão a lesões, por conta da falta de recuperação.

Por isso, é fundamental manter uma rotina constante de sono, o que implica dormir somente o necessário — a média é oito horas por dia, mas varia em cada organismo. Não são recomendadas longas noites deitado, já que o excesso de sono pode gerar problemas no cérebro.

Além do tempo, é importante manter boas condições ambientes e físicas durante o sono. Isso significar dormir em um local adequado, sem luz e sem barulho, para alcançar com tranquilidade os estágios necessários para a produção de hormônios. Em caso de insônia, o atleta deve procurar ajuda médica para avaliar as soluções possíveis.

Alimentação

Além de um planejamento de exercícios adequado para as necessidades de um atleta, a alimentação deve receber uma atenção especial. É a dieta que fornece os nutrientes necessários para desenvolver as capacidades físicas de um indivíduo, como força, velocidade e resistência.

nutrição desportiva tem um papel importante em equipes e atletas de alto rendimento e não pode ser negligenciada, mesmo em pessoas que não praticam esportes profissionalmente. Todos os tipos de nutrientes, como carboidratos e proteínas, têm funções específicas que, quando utilizadas fora da medida correta, dificultam o desenvolvimento das atividades.

A alimentação também respeita o princípio da individualidade biológica, o que significa que cada organismo tem as suas necessidades nutricionais. Em clubes profissionais, uma nutricionista faz parte do departamento médico, o que indica a sua importância na melhora dos atletas e prevenção de lesões.

Treinar por conta própria

Esse é um dos grandes erros de um atleta, principalmente dos iniciantes. A orientação de um profissional de educação física ou do esporte é fundamental para garantir que os objetivos e necessidades do treinamento desportivo sejam cumpridos, além de impactar as questões físicas e técnicas das atividades.

Um dos grandes perigos do treino por conta própria é a chance de lesões, por conta da prática incorreta dos exercícios. O profissional é capaz de corrigir erros de postura e adequar as cargas ao limite físico do atleta, o que evita uma sobrecarga ruim e danos ao organismo.

É importante que o profissional tenha conhecimentos em fisiologia do exercício, para um melhor planejamento das atividades. Jogadores de basquete, por exemplo, necessitam de força e explosão para render melhor em quadra, enquanto que um corredor precisa desenvolver principalmente a sua velocidade, para cruzar a linha de chegada na frente. Por isso, conhecer melhor o corpo humano e suas particularidades garante um treinamento melhor.

Além do mais, o conhecimento da técnica do esporte auxilia na busca por resultados concretos. Da mesma forma que um professor de musculação pode indicar possíveis erros no movimento, um técnico de voleibol deve aperfeiçoar a mecânica de um saque ou recepção, por exemplo, para maximizar o rendimento do jogador. 

Um treinador ou professor também tem um papel psicológico na formação do atleta, aumentando a motivação necessária para realizar os exercícios. Como foi citado anteriormente, a monotonia pode ser um desestímulo para o indivíduo, e encontrar novos métodos de treinamento ajuda a afastar esse problema.

Continuidade

A continuidade pode ser vista de duas maneiras diferentes: como o equilíbrio correto entre os estímulos e o tempo de recuperação, e a necessidade de um tempo mínimo para os resultados dos exercícios aparecerem, sejam eles físicos, sejam técnicos.

É fundamental conservar uma periodicidade nos treinamentos, que respeitem os princípios da reversibilidade. Um bom planejamento garante que o atleta mantenha o seu desenvolvimento de uma forma correta, sem pular ou apressar etapas. Nesse quesito, o acompanhamento de um profissional é fundamental para assegurar isso.

Ainda que o treinamento seja a única forma de melhorar o rendimento de um atleta, é preciso ter cuidado para não exagerar nos exercícios. Esse processo, conhecido como overtraining, pode comprometer os ganhos com as repetições. As metas são importantes para mensurar os resultados, mas não podem ser fechadas e inalteradas.

Vale destacar que, segundo profissionais de educação física, os resultados demoram cerca de três meses para aparecerem no corpo. Isso significa que o início dos treinamentos é a parte mais complicada, pois a falta de motivação pode dificultar a continuidade do exercício. Ou seja, é preciso perseverar para notar o desenvolvimento.

O treinamento desportivo é uma das práticas mais importantes para o atleta, pois maximiza o seu potencial e melhora o seu rendimento em diversos aspectos da profissão. Cabe ao treinador realizar as avaliações necessárias para adequar os estímulos às especificidades de seu aluno e realizar o acompanhamento necessário para evitar lesões e garantir melhores resultados.

Quer receber mais informações sobre esportes e treinamentos? Assine a nossa newsletter, inserindo seu e-mail no topo da tela!

Sobre o autor

Unisport Brasil

Deixar comentário.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Share This