Veja como ensinar os diferentes tipos de saque a seus alunos
Vôlei

Veja como ensinar os diferentes tipos de saque a seus alunos

Escrito por Unisport Brasil

Em partidas equilibradas, alguns detalhes podem decidir a vitória. No voleibol, um deles é o saque, que, além de dificultar o ataque adversário, é capaz de garantir alguns pontos para a equipe. Por isso, é importante conhecer a técnica e os principais tipos de saque, para ensiná-los e aplicá-los da melhor maneira.

Neste post, você conhecerá as principais maneiras de realizar um saque. Além disso, saberá os elementos que influenciam nesse fundamento, para auxiliar nas aulas e nos treinamentos. Continue a leitura!

A importância de um bom saque

O saque é um dos principais fundamentos do voleibol. Além de ser uma possibilidade de pontuação com os “aces”, ele pode ser efetivo para dificultar a recepção do adversário e se transformar em um novo ataque para a equipe. Por esse motivo, ele deve receber uma atenção especial durante os treinamentos.

No início, o objetivo era somente colocar a bola em jogo, porém o saque foi desenvolvido durante décadas e, atualmente, ele é conhecido como o primeiro ataque. Vale destacar que, tirando o líbero, todos os jogadores sacam durante a partida, o que exige, mesmo dos levantadores, uma boa técnica nesse fundamento.

Os tipos de saque no voleibol

Saque flutuante

É também conhecido como saque tático. Em vez da força, o jogador opta por tirar o peso da bola e diminuir a sua rotação, batendo de forma mais leve. Apesar de sair em uma velocidade menor, ele complica o adversário pela sua curva e movimentação rápida para baixo.

Esse saque pode ser realizado em movimento ou com os pés no chão. Geralmente, o objetivo é acertar a bola perto da rede, atrás dos atacantes. Os aces não são tão comuns, mas uma boa execução pode resultar em um passe quebrado e maior chance de pontuar na sequência.

Saque em suspensão

Também é conhecido como saque viagem. Neste tipo, o jogador se posiciona a alguns metros da linha e inicia a corrida. Mais próximo, ele lança a bola ligeiramente para frente e a acerta em cheio, aterrissando dentro da quadra. Do outro lado, o objetivo é cair perto da linha de fundo, dificultando a recepção e buscando o ace.

Atualmente, é o mais utilizado no voleibol, principalmente na categoria masculina. Porém, é um dos mais difíceis de serem executados, já que necessita de bons levantamento e salto, além de precisão na hora de acertar a bola.

Saque por baixo

Esse é o tipo mais fácil de ser aprendido e muito utilizado por aqueles que são iniciantes no voleibol. Isso porque o jogador não realiza nenhum lançamento — ele saca segurando a bola com a outra mão —, o que ajuda na precisão.

No esporte profissional, o saque por baixo se tornou obsoleto, pela trajetória da bola facilitar a recepção. No entanto, na década de 80, o brasileiro Bernard popularizou o “jornada nas estrelas”. Esse saque dificultava os adversários pela sua altura, que chegava próxima ao teto dos ginásios, diminuindo a precisão das recepções.

Saque lateral

Sua execução é parecida com o saque por baixo, com a diferença de que o braço utilizado para acertar a bola se movimenta lateralmente. Além disso, o atleta se posiciona de lado para a quadra, com os pés apontados para o destino do lançamento.

O seu objetivo é dificultar a recepção com o efeito da bola. Apesar disso, praticamente, não é usado nos torneios profissionais, sendo preterido pelo saque flutuante. Também tem uma técnica difícil de ser realizada, necessitando de muita prática para sair com perfeição.

Os elementos mais importantes na técnica do saque

Desenvolver um bom saque envolve diversas técnicas, que vão desde a movimentação dos braços até a altura exata em que a bola deve ser lançada. Assim, é importante entender alguns quesitos fundamentais na hora de ensinar esse fundamento. Veja mais!

Força do saque

É importante o sacador escolher previamente o tipo de saque que pretende realizar, o que impacta diretamente na força necessária. O flutuante, por exemplo, necessita apenas de um toque sutil para alcançar o lado oposto. Por outro lado, no saque em suspensão, a potência nos membros superiores é fundamental para buscar um ace.

Altura da bola

Esse é outro ponto que pode passar despercebido para um iniciante, mas que deve ser destacado na hora de praticar o fundamento. No saque por baixo, por exemplo, não há lançamento da bola, mas o braço deve estar levemente inclinado para aumentar a força.

Por outro lado, no saque flutuante, a bola ganha mais altura, por ser lançada para o alto. No saque viagem, a altura máxima é menor, porque ela é atirada levemente para frente, para unir a velocidade do atleta à potência da batida com a mão.

Movimentação dos braços

Os dois braços têm participação fundamental na execução do saque. Um deles é responsável por lançar (flutuante ou viagem) ou segurar a bola (por baixo ou lateral). No primeiro caso, é importante dobrar a mão levemente em formato de concha, para aumentar o controle da altura.

Já o braço do ataque tem a função de acertar a bola. No caso do saque em suspensão, a palma da mão deve ser priorizada. No saque flutuante, a mão toda é utilizada, para maximizar o efeito e complicar o recebedor. É importante, também, respeitar a inclinação do braço, que impacta na força e direção.

Posicionamento do corpo

Ao contrário do que muitos pensam, a força de um saque não está apenas no braço, e sim na movimentação de todo o corpo. Por isso, é importante atentar-se ao resto dos membros para garantir uma melhor execução.

No caso do saque em suspensão, distanciar-se da linha e saltar a altura correta maximizam as chances de acerto. O mesmo acontece no saque flutuante, com a diferença de que a movimentação deve ser vertical, pelo fato de a bola ser mais alta. Já o saque por baixo e lateral necessitam de uma inclinação das pernas e do tronco para melhorar a precisão.

Essas informações teóricas ajudam no conhecimento dos diversos tipos de saque no voleibol. Porém, o mais importante é praticar — seja nos treinamentos ou nas aulas — para aperfeiçoar a sua técnica. Essa é a única maneira de dominar o fundamento e aplicar corretamente os conceitos durante as aulas.

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